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Cunha tem chance mínima de escapar da cassação, diz Dora Kramer

A chance do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) escapar da cassação do mandato, mesmo depois de ter renunciado à presidência da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, é praticamente nula, na avaliação da colunista de política da Bandnews FM Dora Kramer.

Dora aponta que as acusações contra o parlamentar estão se avolumando e ele tem perdido apoio não só da população como também de muitos políticos.

Cunha é alvo de um processo que pede a cassação de seu mandato parlamentar e é réu em duas ações penais ligadas à Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). «Ele renunciou porque não havia mais jeito», afirmou Dora.’

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«Ele não tem mais instrumento algum. O que ele tem para oferecer para se manter como centro de gravidade de qualquer movimento político?», questiona a colunista, que acrescentou que ele deve ser retirado da frente pois «tornou-se uma companhia inconveniente».

Cunha acreditou na sua própria lenda, a de que um «poderoso pode tudo». O excesso de confiança do deputado ajudou a derrubá-lo, analisa.

Fim de um ciclo

No cenário atual, Dora Kramer avalia que é muito difícil prever se o PMDB vai se manter na presidência da Casa nas novas eleições internas – que devem acontecer daqui a cinco sessões – pois é preciso fazer grandes articulações.

Além disso, o partido já comanda o Senado Federal, presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL).

Repercussão

O deputado da Rede Sustentabilidade Alessandro Molon afirma que a renúncia é mais uma derrota do parlamentar. Henrique Fontana, do PT-RS, disse que Cunha renunciou em benefício próprio e acusou o peemedebista de ser o presidente mais corrupto da história da Casa. «Essa foi a última tentativa de Eduardo Cunha para se salvar, mas a situação dele é insustentável», conclui Ivan Valente (SP), líder do PSOL na Câmara».

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