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Prefeitura de São Paulo deve instalar tendas de acolhimento

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira a instalação de tendas para acolhimento de moradores de rua como plano emergencial da Operação Baixas Temperaturas.

Quatro tendas devem ser instaladas a partir da próxima semana, quando uma nova frente fria deve chegar. Elas devem ficar nas regiões da Sé, Glicério, Mooca e Anhangabaú. As unidades serão instaladas em dias com temperaturas abaixo de 13ºC e terão capacidade para 250 pessoas cada.

A medida é um esforço da prefeitura em criar espaços menos rígidos para os moradores que se recusam a ir para abrigos. A elas será permitido, por exemplo, levar animais de estimação e ter horários mais flexíveis.

O prefeito Fernando Haddad vem sendo alvo de críticas por sua política para moradores de rua, especialmente do padre Julio Lancellotti, vigário para a População de Rua da Arquidiocese de São Paulo, que atribui mortes de cinco moradores de rua ao frio registrado na capital. Anteontem, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar se houve omissão do poder público nesses casos.

Haddad  disse ontem que os laudos do IML (Instituto Médico Legal) sobre mortes de moradores de rua registradas nos últimos quatro meses apontam que nenhum dos óbitos foi provocado por hipotermia.

Em nota enviada ao Metro Jornal, o IML informou que “todos os casos [dos últimos dias] foram registrados como morte suspeita (a serem esclarecidas)” e que os laudos finais devem ser sair em 30 dias.  O órgão também afirmou que até agora constatou uma morte por broncopneumonia. 

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