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Combate ao vírus da zika precisa de US$ 122 milhões, diz OMS

Quase US$ 122 milhões são necessários para evitar e administrar as complicações provocadas pelo Zika vírus, que está se alastrando pelas Américas e causando defeitos de nascença em bebês, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.

É preciso se concentrar especificamente no apoio a mulheres e jovens em idade de engravidar, afirmou a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) no momento em que dá início a uma estratégia revisada conjunta com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para decidir como lidar com o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

O zika vem provocando alarme nas Américas desde que casos de microcefalia, uma má-formação craniana, foram relatados no Brasil, o país mais afetado pela epidemia.

O defeito de nascença raro se caracteriza pelo tamanho anormalmente pequeno da cabeça e por problemas de desenvolvimento em potencial. As autoridades brasileiras já confirmaram mais de 1.400 casos de microcefalia em bebês cujas mães foram expostas ao zika durante a gravidez.

Na quinta-feira, autoridades de saúde dos Estados Unidos relataram que três bebês nasceram com defeitos de nascença ligados a prováveis infecções de zika vírus nas mães durante a gestação, além de três casos de abortos espontâneos ligados ao zika.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que já se descobriu muito sobre o zika, como ele se dissemina, as consequências da infecção e como controlá-la desde que autoridades de saúde globais começaram a adotar seus primeiros planos de reação no começo deste ano. A OMS declarou o zika uma emergência de saúde global no dia 1o fevereiro.

«A reação agora exige uma estratégia única e integrada que tenha como foco o apoio a mulheres e garotas em idade de conceber», disse ela em um comunicado.

O plano enfatiza vários aspectos do surto de zika «que exigem uma reação colaborativa e global», afirmou a OMS.

Entre eles estão o potencial de uma disseminação internacional maior do zika devido à grande presença do mosquito Aedes Aegypti, que tem capacidade de transmitir o vírus, a falta de imunização das populações de áreas onde o zika vírus está circulando pela primeira vez e a falta de vacinas, tratamentos e exames de diagnósticos rápidos.

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