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Por impeachment, Cunha fará sessões todos os dias

Com decisão, Cunha tira o foco de denúncias contra ele | Alex Ferreira/Agência Câmara

Partidos de oposição em articulação com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prometem um incomum turno de trabalho de segunda a sexta-feira para agilizar a tramitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) .

Na manhã desta terça-feira, os líderes  oposicionistas farão uma reunião para definir estratégias para a semana, o que deverá incluir a continuidade da obstrução que tem paralisado as votação na Câmara desde a última semana.

Na segunda-feira, Cunha disparou mensagens pedindo que os parlamentares se preparem para permanecer em Brasília até sexta-feira, o que não é normal. A ideia é garantir quórum necessário para a instalação da comissão especial do impeachment na quinta-feira.

Cunha aguarda apenas o julgamento de embargos de declaração no STF (Supremo Tribunal Federal) para dar sequência com a tramitação do processo na Câmara.

Lobby no STF

Na tarde desta terça-feira, os líderes oposicionistas visitarão ministros do STF. Os parlamentares têm encontro marcado com o relator do julgamento dos embargos, ministro Roberto Barroso, que em dezembro foi o autor do voto que abriu divergência sobre o tema, então relatado por Edson Fachin, e anulou atos de Cunha sobre a questão.

O plenário do STF avaliará na quarta-feira o recurso de Cunha, que contesta as decisões de dezembro, que retiraram poder de fogo do presidente da Casa e da Câmara no andamento do processo de impeachment.

Demandas

A oposição quer que a comissão especial seja escolhida por voto secreto, assim como a votação do impeachment. Também que os membros do colegiado não sejam somente indicação de líderes de bancada, o que favorece Dilma. Por fim, querem impedir que o Senado tenha poder de derrubar o processo de impeachment mesmo depois de aprovado pela Câmara.

Cunha acredita que a comissão pode apresentar a conclusão, que ainda será levada ao plenário, em até 45 dias. Para seguir ao Senado, o pedido deve ser aprovado por 342 votos.

Veja como será a semana que definirá rito do impeachment

• Terça-Feira.
Oposição fecha estratégia de ação na Câmara e encontra ministros do STF para fazer lobby por mudanças na tramitação.

• Quarta-feira.
Plenário do STF julga embargos declaratórios que questionam mudanças  de atos do presidente da Câmara.

• Quinta-feira.
Se julgamento for concluído no STF, presidente da Câmara criará comissão do impeachment.

• Sexta-feira.
Prazo final para a indicação dos 56 deputados da comissão.

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