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No Distrito Federal, PMs acusados de homicídio se entregam após 11 dias

Os sargentos da Polícia Militar Silvano Dias de Sousa e Carlos Roberto José Pereira estão presos na ala reservada a militares no Complexo Penitenciário da Papuda. Eles se entregaram na madrugada desta segunda-feira, 11 dias após terem tido a prisão preventiva decretada sob a acusação de estarem atrapalhando as investigações de um homicídio do qual são suspeitos.

Os dois PMs são acusados de terem torturado até a morte o auxiliar de serviços gerais Antonio Pereira de Araújo em maio de 2013.

A vítima, segundo as investigações, foi abordada por duas equipes da PM em frente a uma chácara em Planaltina, há três anos. Levado a uma delegacia, foi liberado por não ter feito nada de errado nem ser procurado pela Justiça, mas jamais voltou para casa.

Seus restos mortais foram encontrados sete meses depois. A perícia apontou que socos e pontapés levaram a uma hemorragia interna, que o matou.

Os PMs suspeitos respondiam em liberdade ao processo e seguiam trabalhando, mas, segundo a Justiça, estariam intimidando testemunhas e tentando destruir provas.

Eles haviam conseguido, pouco antes da decretação da prisão, tirar uma folga de cinco dias do trabalho – e ficaram foragidos.

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