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Na região do ABC, agentes da dengue não atendem ocorrências

Moradores de Santo André e São Caetano reclamam que estão acionando agentes municipais da dengue para fazer fiscalização em possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, mas os profissionais não estão indo aos locais apontados para fazer o trabalho preventivo.

A reportagem teve conhecimento de casos desse tipo em pelo menos três bairros de Santo André (Jardim Bom Pastor, Campestre e Vila Pinheirinho) e um de São Caetano (Osvaldo Cruz).

A dona de casa Jacira Beck Botião, de 70 anos, moradora do bairro Campestre, em Santo André, relata que um terreno abandonado tem gerado tensão nos moradores do local por conta da possibilidade de ser um criadouro do mosquito da dengue.

“Estão brincando com a gente. O lugar está cheio de lixo e sujeira. A vizinhança toda já reclamou na prefeitura, mas ninguém vem aqui olhar essa situação. Estamos com medo por conta da dengue”, afirma Jacira.

Na Vila Pinheirinho, também em Santo André, o problema é semelhante: terreno abandonado sem vigilância. “Temos medo da dengue, porque estamos propícios a esse tipo de situação devido ao mato alto no local. Ninguém faz nada. Já mandamos e-mail pra prefeitura e nunca houve um trabalho aqui”, diz o aposentado Hugo Gustavo Hilbert, 72 anos, vizinho do terreno.

Acúmulo de lixo em uma praça do Jardim Bom Pastor, em Santo André, é a preocupação dos moradores. “O prazo dado para vistoria no local venceu e ninguém apareceu. Outros moradores daqui também fizeram a reclamação, mas, até agora, nada”, afirma a vendedora Adriana Lima Rodrigues, 34 anos.

São Caetano

Em São Caetano, a esteticista Maria Celia Nogueira, 58 anos, moradora do bairro Osvaldo Cruz, diz que chegou a tirar foto de um mosquito da dengue morto e levou a imagem à zoonose, mas que, mesmo assim, não recebeu agentes da dengue. “Falaram que só podem mandar alguém se tiver laudo médico de uma pessoa infectada. Fazem várias campanhas, mas quando a gente precisa de auxílio, não tem.”

Mosquito deve ser levado para análise, diz S.Caetano

A Prefeitura de São Caetano informou que, caso um morador queira confirmar se o mosquito é ou não é o Aedes aegypti, deve levar o inseto pessoalmente no Centro Integrado de Vigilância à Saúde (rua Justino Paixão, 141, bairro Mauá).

Segundo o município, os agentes farão a análise microscópica e darão retorno no prazo de dois dias.

A prefeitura diz que, desde dezembro, foram recebidas 1.010 denúncias, com 1.102 vistorias dos agentes em 828 imóveis.

Responsabilidade é do dono do imóvel, alega prefeitura

A Prefeitura de Santo André alega que os agentes atendem, praticamente, todos os pedidos que recebem, mas não no exato momento em que é solicitado.

“É responsabilidade do proprietário do imóvel realizar a manutenção, limpeza e mantê-lo isento de água parada”, diz nota da prefeitura.

A prefeitura não se pronunciou sobre falta de manutenção em uma praça pública no Jardim Bom Pastor.

“Todos os imóveis desta cidade já foram vistoriados inúmeras vezes, nos últimos anos,  tendo o seu usuário e proprietário sido orientados”, alega o município.

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