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Em depoimento à PF, João Santana diz não saber origem de dinheiro em conta

Em depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (25), o publicitário João Santana admitiu que é o controlador da conta da empresa offshore Shellbill, na Suíça, investigada pela Lava Jato. Ele declarou, porém, que não recebeu valores no exterior sobre serviços prestados para campanhas eleitorais no Brasil e que não tem relacionamento com a empreiteira Odebrecht.

Os investigadores da operação suspeitam que Santana e sua mulher, Mônica Moura, receberam US$ 7,5 milhões em uma conta, que seria controlada pela construtora.

Santana, porém, não soube esclarecer a origem dos valores que ingressaram na conta, que teria sido aberta entre 1998 e 1999, por meio de um representante no Uruguai, para receber cerca de U$S 70 mil pelos serviços prestados na Argentina.

O publicitário disse que tinha interesse em legalizar a conta, mas “sempre houve dúvidas em relação a qual país devesse fazê-lo.”

“Se recorda de que a campanha em Angola teve custo de U$S 50 milhões, não se recordando dos valores das campanhas da República Dominicana e Venezuela. Não sabe esclarecer a origem dos valores que ingressam na conta bancária da Shellbill”, diz trecho do depoimento de Santana, que durou cerca de três horas.

A defesa do publicitário também pediu hoje, ao juiz federal Sérgio Moro, a revogação da prisão do publicitário e sua mulher, que estão detidos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Na petição, o advogado Fábio Tofic afirma que não há mais motivos para que o casal continue preso, sendo que eles admitiram que receberam recursos lícitos em contas não declaradas no exterior, “admitiram erros” e autorizaram o acesso às suas movimentações bancárias.

Moro revoga prisão de outro investigado

O juiz Sérgio Moro revogou o pedido de prisão temporária de um dos investigados na 23ª fase da Operação Lava Jato, Marcelo Rodrigues, que não chegou a ser detido.

Ele é apontado como operador de parte do dinheiro movimentado pela Odebrecht no exterior. Os advogados alegavam que a prisão não fazia mais sentido porque, segundo a Justiça, buscava apenas garantir o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

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