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Ataques aéreos atingem cinco hospitais e duas escolas na Síria

Cinco hospitais e duas escolas foram bombardeados nesta segunda-feira no norte da Síria, deixando ao menos 50 mortos e dezenas de feridos. Na cidade de Azaz, localizada próxima à fronteira com a Turquia na província de Aleppo, três hospitais – um deles infantil – e duas instituições de ensino foram atingidos.

Mais ao sul, na região de Idlib, duas estruturas médicas, uma delas apoiada pela organização MSF (Médicos Sem Fronteiras), também foram atingidas por foguetes.

“Este foi um ataque deliberado contra um estabelecimento de saúde”, disse Massimiliano Rebaudengo, chefe da missão local do MSF. “A destruição deste hospital priva cerca de 40 mil pessoas de tratamentos nesta zona de conflito.”

O MSF afirmou que o hospital foi destruído depois de ser atingido por quatro mísseis na sequência de dois ataques em um intervalo de poucos minutos. A instituição não identificou a origem dos ataques aéreos.

O hospital, que tem 54 funcionários e 30 leitos, é financiado pelo MSF, que também fornece remédios e equipamentos às suas instalações.

O porta-voz da ONU, Farhan Haq, informou que os ataques de mísseis em pelo menos cinco instalações médicas e duas escolas em Azaz e em Idlib mataram cerca de 50 civis.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse que o ataque foi realizado por um míssil balístico russo. O bombardeio ocorreu na província de Aleppo, perto da fronteira da Turquia e para onde dezenas de milhares de sírios estão fugindo depois de uma ofensiva do governo, apoiada pelas forças russas.

Na semana passada, outras instalações médicas foram atingidas por ataques aéreos. Enquanto o Pentágono acusou a Rússia e as forças do governo sírio de destruírem dois hospitais em Aleppo, sem especificar a data, o ministério da Defesa russo rebateu que aviões americanos bombardearam um hospital da MSF há dez dias, matando três pessoas. Os dois lados negam as acusações. 

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