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Vencer samba-enredo não sai por menos de R$ 60 mil, diz Dudu Nobre

Após 20 anos sem entrar em disputas de semba-enredo, Dudu Nobre voltou em 2014. Desde então vem conseguindo emplacar suas obras, incluindo o elogiado hino da Unidos da Tijuca de 2016. Mas até colocar o samba na Avenida, muito dinheiro é gasto, o que acaba afastando os compositores menos abastados. «Ninguém que ganhou gastou menos de R$ 60 mil», diz Dudu.

«Se não tiver um investidor, é melhor nem vir», alerta o compositor, que relata casos de parcerias que desembolsaram R$ 148 mil para vencer. «Teve gente que gastou R$ 180 mil e perdeu», completa.

Nesta economia, contam as despesas com cantor, músicos, torcida, ônibus e vans e alguns casos, bandeiras, faixas, gravação – em vídeo, inclusive – e outras.

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«Disputar samba-enredo não é brincadeira para amador. É coisa para profissional», afirma o músico, que é pessimista sobre uma possível mudança.

«As escolas já entraram num ciclo vicioso de movimentar a quadra. E o jeito melhor de fazer isso é com as disputas. Ela tem quatro ou cinco parcerias, cada uma levando 300 pessoas, que enchem o lugar, consomem cerveja… Ou seja, não vai mudar», conclui.

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