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Relatórios já viam risco de desabamento em morro no Espírito Santo

A retirada de famílias do bairro São Torquato, em Vila Velha (ES), onde uma pedra de 3 mil toneladas atingiu 10 casas no último dia 1º, já havia sido orientada pelo Serviço Geológico Nacional em janeiro de 2012. Em dezembro daquele ano, outro relatório, da Defesa Civil Municipal, também apontava para o risco de novos deslizamentos após uma rocha ter atingido uma casa, quatro meses antes. O documento, arquivado no ano passado, atestava a “ocorrência de muitos blocos de rochas soltos ou parcialmente encaixadas que podem atingir residências”.

Em 2013, a prefeitura elaborou um plano de contingência que apontava para a necessidade de obras de contenção e indicava os bairros com maior risco de deslizamento. As medidas nunca saíram do papel.

O prefeito Rodney Miranda alega que o deslizamento da rocha na semana passada foi um evento “extremamente imprevisível”. Segundo ele, ainda assim o plano de contingência de 2013 foi utilizado para elaborar projetos de captação de recursos e captar as lideranças comunitárias sobre esse perigo. Mas as obras priorizadas foram as de macrodrenagem para evitar enchentes, cujas áreas de risco também foram especificadas pelo plano. “De qualquer maneira, nenhum relatório indicava que aquela pedra poderia deslizar ou quebrar como quebrou. Não tivemos recursos municipais para fazer as obras. Faltou também apoio do governos estadual e federal, que estava quebrado com a crise”, diz Rodney.

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