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Corinthians faz acordo com o MP e se compromete a não financiar organizadas

Corinthians e Ministério Público (MP) assinaram nesta sexta-feira um acordo pelo qual o clube se compromete a não patrocinar qualquer de suas torcidas organizadas e, ainda, de não fazer doações de dinheiro, ingressos, pagamento de transporte e hospedagem.

Pelo acordo, jogadores, treinadores, comissão técnica, empregados, diretores, conselheiros, dirigentes e sócios também estão proibidos de prestar qualquer tipo de ajudar às torcidas organizadas.

O acordo é resultado do inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça do Consumidor de São Paulo para apurar prática abusiva na comercialização de ingressos pela internet e posterior vedação de entrada.

De acordo com o inquérito, a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) impediu a presença de torcedores do Sport Club Corinthians em uma partida como mandante como punição pela violência praticada pelos torcedores do Corinthians no dia 20 de fevereiro de 2013, na cidade de Oruro, na Bolívia, em partida válida pela Copa Libertadores da América, que resultou na morte do torcedor boliviano Kevin Douglas Beltran Espada. Como resultado dessa punição, o Corinthians teve de disputar uma partida com os portões fechados.

No inquérito consta que os ingressos para os três primeiros jogos do Corinthians como mandante da Copa Libertadores 2013 já tinham sido comercializados por intermédio do plano “Fiel Torcedor”, desde novembro de 2012, havendo informação da comercialização de mais de 75 mil ingressos. Consta também que, em inúmeros outros jogos, as torcidas organizadas, em razão da violência praticada, provocaram prejuízos ao clube e a seus torcedores, com perda de mando de jogos e afastamento dos estádios de torcedores ordeiros.

Com o acordo assinado com o MP, o Corinthians assumiu ainda o compromisso de suspender o torcedor dos benefícios do “Programa Fiel Torcedor” caso ele se envolva em algum ilícito civil e/ou criminal dentro de estádio ou no seu entorno.

Em caso de descumprimento do acordo firmado, o clube fica sujeito ao pagamento de multa no valor de R$ 50 mil por evento, valor sujeito à correção e que será revertido ao Fundo especial de Despesa de Reparação de Interesses Difusos Lesados.

Leia o TAC.

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