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Em São Paulo, policiais são acusados de inventar ocorrências

Toda a equipe do 1º DP será trocada | Reprodução/Band
Toda a equipe do 1º DP será trocada | Reprodução/Band

O tráfico e o consumo de drogas estão entre os maiores problemas nas ruas do centro de São Paulo. Cabe à polícia fazer o combate. Só que policiais de uma delegacia da região são suspeitos de manipular as estatísticas de apreensões de entorpecentes nos arredores – tudo para aumentar o índice de produtividade.

Depois de uma operação policial de 24 horas envolvendo todas as delegacias da região, na semana passada, os investigadores do 1º distrito apresentaram números de fazer inveja às melhores forças de segurança do mundo. Mas, na verdade, o desempenho nas ruas não foi aquele que ficou no papel.

Foram quase 100 boletins de ocorrência praticamente iguais, registrados com minutos de diferença e com relatos sempre idênticos: alguém não identificado, ao ver a viatura, jogou algo no chão e saiu correndo. Depois, os policiais descobriam que era uma pequena porção de maconha.

Nos documentos, só mudavam os endereços e o nome dos policiais que assinaram os relatórios das apreensões. Em nenhum dos casos houve prisões.

O número, que colocou a delegacia na frente das outras, chamou a atenção da cúpula da corporação.

Dois dias depois, o investigador chefe fez um boletim corrigindo o que chamou de equívoco. Alegou que o erro aconteceu por cansaço e que das dezenas de BOs registrados, apenas 35 estavam corretos.

Toda a equipe do 1º DP será trocada.

Nesta semana, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar supostas irregularidades cometidas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo na divulgação dos índices de criminalidade. O foco será nos dados de homicídios.

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