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Descontos são bons incentivadores, mas consumidor deve se manter longe das dívidas

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Para muita gente, 2015 foi um ano de economia, ainda que forçada pela alta dos juros ou até mesmo pelo desemprego. Mas, apesar disso, as necessidades das pessoas, muitas vezes, se mantiveram as mesmas. Mesmo que tenham sido adiadas.  É apostando nesse movimento que os lojistas esperam faturar o que perderam com o consumo represado até então.

E, embora a promessa de ofertas seja bastante atraente em um cenário como esse, o momento exige atenção do consumidor, como alerta o Promotor de Justiça do Consumidor no Ministério Público de Minas Gerais, Lélio Braga Calhau.

“Em tempos de perda de poder aquisitivo e aumento de índices de desemprego, não é bom ficar muito animado em apenas consumir produtos sem o planejamento necessário. E o que quero dizer com planejamento, é que o cliente faça uma planilha do que gostaria de comprar e de quanto tem para gastar, já pensando nos gastos de fim de ano e janeiro. A parcela pode caber no bolso do consumidor naquele mês, mas nos próximos, quando as dívidas comuns vierem (IPVA, IPTU, material escolar etc), como ficará?”

O especialista chama a atenção do comprador ainda para outro fator, que é o controle melhor da renda. “O brasileiro nunca agenda o reajuste do próprio orçamento com a velocidade que precisa. Se ele sofreu uma queda de 50% na renda, normalmente corta 20%. Nunca deixa de gastar na mesma proporção”, afirma Calhau.

Para evitar que esse tipo de comportamento gere dívidas, a recomendação é ter em mente que as promoções são recorrentes e que se as contas não estão em dia, ou existe a chance de endividamento, o melhor é comprar em outro momento.

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