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Após forte chuva, nível do Cantareira tem primeira alta em 44 dias

A forte chuva que atingiu a capital paulista nesta terça-feira (8) foi importante para aumentar o nível dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo. Após 44 dias, o nível do sistema Cantareira subiu pela primeira vez, de acordo com dados divulgados nesta manhã pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

O volume do reservatório passou de 15% para 15,4%, tendo uma alta significativa de 0,4%. De ontem pra hoje, o manancial recebeu 48,5 mm de chuva, que é 56% do esperado para todo o mês. No acumulado de setembro, já choveu 75,6% do previsto em apenas 9 dias.

A última vez que o sistema havia registrado alta foi no dia 27 de julho. Todos os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo também se beneficiaram com a chuva.

Temporal

A paciência do paulistano foi mais uma vez colocada à prova nesta terça-feira em mais um dia com recorde de chuvas e congestionamentos acima da média que transformaram em caos tanto a saída pela manhã como a volta para casa no fim do dia.

A combinação de fortes tempestades com o retorno do feriado prolongado de Independência fez a capital parar entre pontos de alagamentos, semáforos apagados e quedas de árvores.

Graves ocorrências foram registradas pelo Corpo de Bombeiros na Grande São Paulo, com pessoas ilhadas e carros arrastados. Um mendigo que mora num piscinão de São Bernardo teve de ser retirado para não se afogar.

No Ipiranga, um córrego transbordou, e, na Vila Prudente, houve um deslizamento de terra.

A chuva derrubou ao menos 69 árvores, sendo 45 só na capital, e que atingiram carros e a rede elétrica. Uma mulher teve o fêmur fraturado quando o carro em que estava foi atingido por uma árvore na Vila Madalena.

O mau tempo provocou atrasos em um em cada cinco voos no aeroporto de Congonhas – onde os ventos bateram os 83 km/h – e também obrigou os trens a circularem com velocidade reduzida em três linhas do metrô e duas da CPTM.

A chuva foi intensa durante todo o dia, o que fez o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) colocar, no início da tarde, toda a cidade em estado de atenção para enchentes e alagamentos.

O volume registrado até as 19h foi de 62,3 mm, segundo o CGE. É quase todo o volume esperado para o mês de setembro, que é de 67 mm, e bateu o recorde do ano. Até então, maior nível havia sido verificado em 6 de março.

A chuva ainda fez faltar luz em vários bairros, como Brás e Pacaembu (centro), Butantã, Perdizes, Vila Madalena (zona oeste) e São Mateus (zona leste). A Eletropaulo informou que 70 circuitos foram desligados,  mas não soube dizer em quais bairros.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a água cobriu o asfalto nos quatro cantos da cidade: da av. Cruzeiro Sul (zona norte) à rua Cubatão (zona sul), da av. Celso Garcia (zona leste) à av. Rio Branco  (centro).

Alagamentos

Ao menos 29 pontos de alagamentos se formaram, sendo cinco intransitáveis. Em Osasco um carro foi arrastado pela correnteza.

De acordo com a CET, 1,8% dos semáforos não funcionou. A companhia não informa mais o número de aparelhos, mas o percentual equivale a 103 equipamentos.

Às 18h, a lentidão na capital atingiu o maior índice do dia:  184 km. A média para o período é de 110 km. Ainda assim, foi menor do que o recorde do ano: 294 km em 25 de fevereiro.

Segundo o MapLink, o congestionamento na capital ultrapassou os 600 km no dia. A chuva e o trânsito só melhoraram no início da noite, quando o volume de água nas ruas começou a diminuir.

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