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Lucro do Itaú Unibanco avança 22% no 2º tri; calotes sobem após 11 quedas seguidas

O Itaú teve lucro líquido de R$ 5,984 bilhões | Sergio Moraes/Reuters
O Itaú teve lucro líquido de R$ 5,984 bilhões | Sergio Moraes/Reuters

O aumento das margens com operações de crédito e das receitas com tarifas e seguros, além do controle das despesas, sustentaram o lucro do Itaú Unibanco no segundo trimestre, mas o banco viu um repique dos calotes após 11 trimestres em queda.

O grupo, que manteve a condição de maior banco privado do país mesmo após a compra das operações no Brasil do HSBC pelo Bradesco, anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de R$ 5,984 bilhões no período, alta de 22,1% na comparação com um ano antes .

Em bases recorrentes, o lucro foi de R$ 6,134 bilhões, 23,35% maior ano a ano e pouco acima da previsão média de analistas consultados pela Reuters, de R$ 5,74 bilhões, anunciou nesta terça-feira.

O lucro foi lastreado em parte nos maiores ganhos nas operações de crédito. A margem financeira, líquida das despesas com provisões para calotes e recuperação de crédito, subiu 1,1% sobre o segundo trimestre do ano passado.

O estoque de financiamentos do banco, incluindo avais e fianças, fechou junho em R$ 531,7 bilhões, avançou 9% em 12 meses, embora tenha encolhido 2,2% sobre o trimestre imediatamente anterior. Os destaques mais uma vez foram as linhas consideradas de menor risco, como consignado (+52,3%), e imobiliário (+20,8%). Foram as únicas a crescer ante o fim de março.

A escalada do dólar, por sua vez, ajudou a carteira do Itaú na América Latina dar um salto de 33,9%.

O banco manteve a previsão de crescimento da carteira total para 2015, de 3% a 7%.

Mas o banco também viu a receita com serviços e tarifas avançarem 9% ano a ano, a R$ 6,9 bilhões. E as operações com seguros deram resultado 16% maior, a R$ 1,45 bilhão. Enquanto isso, a despesas administrativas subiram 4,2%.

O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, foi a 3,3%, subindo ante os 3% do trimestre anterior, embora ainda abaixo dos 3,4% de um ano antes. O indicador só não chegou a 3,5% porque o banco excluiu uma operação de uma empresa cujo nome não foi revelado, que foi transferida.

A provisão no trimestre para perdas com calotes somou R$ 4,387 bilhões, recuo de 1,5% na base sequencial, devido a maiores receitas com recuperação de crédito. Na comparação anual, porém, houve um salto de 35,8%, devido a maiores provisões para grandes empresas.

De abril a junho, o retorno sobre o patrimônio líquido médio do Itaú Unibanco foi de 24,2%, estável na comparação sequencial e alta de 0,9 ponto percentual ante mesma etapa de 2014. Em termos recorrentes, o índice conhecido como ROE foi de 24,8%, ante 23,7% de um ano antes.

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