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Meio milhão de fiéis vão à missa do papa no Equador

O papa Francisco rezou uma missa para cerca de meio milhão de equatorianos nesta segunda-feira e destacou que deseja que uma grande reunião do Vaticano prevista para este ano encontre maneiras de lidar melhor com os católicos que se sentem excluídos.

No primeiro dia de uma viagem que incluirá três países sul-americanos, o pontífice argentino foi para a segunda maior cidade do Equador, Guayaquil, um vibrante município portuário por vezes considerado a “capital da banana” por conta do comércio de frutas.

O papa andou pela cidade em um pequeno veículo prateado da Fiat. Dezenas de milhares de pessoas se alinharam pela rota que sai do aeroporto e, às vezes, empurravam o cordão de segurança para encostar no carro e atirar pétalas de flores.

“Eu vim para este encontro espiritual para pedir ao papa que me cure, porque tenho câncer”, disse Franklin Borbor, 48 anos, que viajou mais de cinco horas.

O papa falou sobre a família em sua homilia, tema da grande reunião de bispos – o sínodo – que acontecerá no Vaticano em outubro. O encontro deve discutir maneiras de como alcançar católicos que se divorciaram e permanecem fora da Igreja. Sob as atuais regras da Igreja, eles são proibidos de receber a comunhão, a não ser que se abstenham de ter relações sexuais. O encontro também discutirá como a Igreja deve abordar o tema de católicos homossexuais.

Bispos conservadores são contrários a quaisquer mudanças em relação ao divórcio e a novos casamentos, e num encontro preparatório no ano passado, eles refutaram a linguagem conciliatória sobre o atendimento pastoral a casais gays.

O papa disse que o sínodo “consideraria soluções concretas para os muitos difíceis e significativos desafios enfrentados por famílias de nossa época”. Em sua homilia, ele também pediu pela renovação dos valores familiares e pela solidariedade com os mais velhos, os abandonados e os desempregados.

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