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Liberação de prédio que explodiu no Rio deve demorar quatro meses, diz engenheiro

O engenheiro civil Antônio Eulálio, especialista em estruturas e membro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), disse nesta terça-feira que, após a explosão da manhã desta segunda, moradores do Edifício Canoas, em São Conrado, zona sul do Rio, nesta segunda, devem demorar até quatro meses para retomar a rotina, tempo previsto para liberação do prédio.

O condomínio contratará um engenheiro para fazer um levantamento das obras necessárias nos apartamentos atingidos.

A estrutura do prédio não foi comprometida, mas os apartamentos, áreas comuns e rede de serviços precisam passar por reparos. O alemão Markos Muller, de 51 anos, ferido na explosão, permanece internado em estado grave no CTI do Hospital Miguel Couto, na zona sul. Ainda não se sabe o que causou o acidente, mas houve grande vazamento de gás. O laudo da perícia deve ser divulgado em 30 dias.

Técnicos da prefeitura do Rio desde cedo trabalham na remoção dos escombros da área destruída pela explosão. A previsão é que os trabalhos de limpeza estejam concluídos até quinta-feira (21), de modo que o prédio seja liberado para o condomínio. Com a liberação do edifício, o condomínio poderá iniciar as obras de reparo nos apartamentos e nas áreas comuns do prédio.

A vistoria feita da Defesa Civil municipal e de engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) não constatou comprometimento na estrutura do edifício. Até agora, por medida de segurança, a luz, gás e água serão desligados durante o trabalho de remoção dos escombros.

Segundo técnicos da Defesa Civil, a explosão foi tão forte que pedaços de concreto foram jogados longe. Acrescentaram que janelas se soltaram com o impacto e caíram na piscina e no pátio do condomínio. Além disso, vários apartamentos tiveram janelas quebradas, vidros estilhaçados, portas retorcidas e o rebaixamento do teto arrancado.

Advogado do condomínio, Murilo dos Santos informou que a desinterdição será parcial e uma vistoria da seguradora deve ser feita ainda nesta terça. «O condomínio está contratando um engenheiro e depois contratará as empresas. Estamos aguardando a vistoria da seguradora, de modo a prosseguir com o trabalho. Vamos começar pelos elevadores, luz, gás, água e assim por diante», acrescentou.

No início da tarde desta terça, os moradores voltaram ao prédio para retirar pertences. Eles puderam ficar no imóvel por cerca de 20 minutos, 10 minutos a mais que segunda.

Segundo o secretário municipal de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho, a principal suspeita é que a explosão tenha ocorrido no apartamento 1001.

«Hipóteses dos peritos indicam que a explosão pode ter ocorrido no banheiro ou na cozinha. Havia rabichos desconectados do aquecedor de gás no banheiro. São hipóteses que serão avaliadas pelo instituto de Criminalística Carlos Éboli, que vai nos dizer efetivamente onde foi o epicentro da explosão», explicou Cavalho.

A Defesa Civil deve iniciar a liberação do prédio a partir desta quarta para reparos nos apartamentos danificados. De acordo com o engenheiro Antônio Eulálio, as intervenções podem se estender por algum tempo.

«Eles podem até morar, porque não há risco, mas vão morar em condições precárias. As obras demorarão meses. Alguns apartamentos estão muito danificados. Será preciso refazer paredes, esquadrias de alumínio e pinturas. O cronograma deve demorar de dois a três meses e depende da contratação de uma empresa para algumas obras, entre elas a colocação do elevador. Montar um novo e liberar o elevador destruído leva pelo menos um mês», afirmou Eulalio.

 

 

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