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Foco 29/04/2015

Justiça de SP suspende aplicativo Uber, que oferece serviços de caronas

Uber já foi alvo de investigação / reprodução

Uber já foi alvo de investigação  | Reprodução

O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu o serviço do aplicativo Uber nesta quarta-feira. No dia 8 de abril, taxistas fizeram um protesto contra o aplicativo em São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades do país. O serviço, inclusive, já foi alvo de investigação.

Na última terça-feira, o juiz Carlos Aleksander Romano Batistic Goldman, da Décima Segunda Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a suspensão do serviço do Uber, acolhendo pedido do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores Nas Empresas de Taxi No Estado de São Paulo.

O aplicativo cadastra carros particulares e oferece serviço de carona remunerada por motoristas não profissionais, assim muitas pessoas deixaram de pedir táxis para utilizar esses veículos, já que estes são mais baratos. Por isso, os motoristas do Uber e de outros aplicativos que surgiram com o mesmo propósito são chamados, pelo sindicado dos taxistas, de “clandestinos de táxi”.

O Uber funciona em mais de 300 cidades de 56 países e oferece o serviço de transporte de passageiros em carros particulares.

O aplicativo

Lançado nos Estados Unidos, o Uber entrou no Brasil pelo Rio de Janeiro, em maio do ano passado, e um mês depois foi disponibilizado também em São Paulo.

Funciona de maneira muito semelhante aos aplicativos de táxi já comuns no Brasil: o cliente diz onde está, solicita o carro e o motorista decide, sem intermediários, se aceita fazer o transporte.

A diferença é que aparece como uma alternativa “vip” ao transporte de passageiros. Só operam pelo aplicativo carros considerados de luxo, geralmente na cor preta.