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Brasil 29/04/2015

Embaixadora dos EUA diz que liberação de vistos depende de autoridades brasileiras

Fila para solicitação do visto no consulado dos EUA em São Paulo | Mariana Topfstedt/Sigmapress/Folhapress

Fila para solicitação do visto no consulado dos EUA em São Paulo | Mariana Topfstedt/Sigmapress/Folhapress

O fim da exigência de visto prévio para entrada de brasileiros nos EUA depende do governo brasileiro, segundo declaração da embaixadora estadunidense no Brasil, Liliana Ayalde.

A diplomata disse nesta quarta-feira que, para a isenção se tornar realidade, os norte-americanos aguardam uma posição favorável do Brasil em relação à troca de informações sobre passageiros e a integração entre os sistemas de controle de imigração. Ayalde destaca que um dos requisitos para o fim do visto, uma taxa de aprovação dos pedidos acima de 96%, já foi atingida.

Do lado brasileiro, a posição ainda é de cautela. O Itamaraty afirma que parte das informações solicitadas pelos EUA são protegidas pela Constituição, o que torna a divulgação ilegal. A diplomacia brasileira confirma que as conversas sobre o fim do visto foram retomadas, mas diz que uma definição não sairá  em curto prazo.

O professor de Relações Internacionais da PUC-SP Geraldo Zahran destaca que as informações solicitadas pelos EUA são as mesmas exigidas dos demais países que já possuem a isenção. “Isso mostra que esses dados não são coisa de outro mundo.”

Na avaliação do especialista, há duas questões que ainda precisam ser resolvidas. A primeira trata do acesso às informações dos passageiros. Os dados são responsabilidade da PF (Polícia Federal) que, segundo o professor, é reticente em compartilhá-los com órgãos de imigração de outros países. “O governo federal precisa se posicionar e determinar a interação entre os órgãos.” A segunda é o receio do próprio Itamaraty de um aumento no número de brasileiros barrados na imigração nos aeroportos. “A isenção do visto não garante a entrada. O Turista pode ser impedido e ter que voltar. Essa situação pode gerar um problema para os consulados.”