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Foco 29/04/2015

Copom eleva taxa de juros para o maior nível em 6 anos

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira elevar  os juros básicos da economia de 12,75% para 13,25% ao ano. Foi a quinta alta consecutiva da Selic, que chega agora ao maior nível desde janeiro de 2009, quando estava em 13,75% ao ano.

A decisão foi unânime  e em linha com as expetativas do mercado. Em comunicado, o Banco Central informou que o aumento levou em conta as condições atuais da economia e dos preços, repetindo a mensagem das últimas notas. “Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano, sem viés”, destacou o texto.

A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle. Nos 12 meses encerrados em março, o IPCA acumula alta de 8,13%, bem acima do teto da meta do governo, de 6,5%. Para 2015, os  analistas consultados pelo BC esperam que o indicador encerre o ano com uma variação de 8,25%, pressionado pelos aumentos de preços administrados como energia e combustíveis.

Para a próxima reunião do Copom, em junho, as previsões divergem entre  uma nova alta de juros, de 0,25 ponto percentual, e o encerramento do ciclo monetário iniciado em outubro do ano passado.

Apesar da inflação ainda em alta, uma novo elevação da Selic poderia afetar ainda mais a atividade econômica. A expectativa dos analistas é que PIB do país encolha 1,1% em 2015. 

Fundo de renda fixa bate poupança

Com a elevação da Selic a 13,25% ao ano, os fundos de renda fixa ganham mais atratividade e superam a poupança na maioria das situações. Segundo simulação da Anefac (Associação Nacional dos Executivo de Finanças), a caderneta perde para os fundos cujas taxas de administração sejam inferiores a 2,5% ao ano.

A poupança só levará vantagem sobre as aplicações de renda fixa para taxas de administração a partir de 2,5% ao ano, com prazo de resgate de até 12 meses.

Considerando uma aplicação em CDB, o investidor teria que obter uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI para atingir o mesmo ganho da poupança.

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