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Brasil 27/04/2015

Henrique Pizzolato chegará no país até sexta-feira

Pizzolato está preso desde 12 de fevereiro, em Modena | Caio Guatelli/Folhapress

Pizzolato foi condenado há 12 anos e 7 meses de prisão no mensalão | Caio Guatelli/Folhapress

A consumação da extradição de Henrique Pizzolato — autorizada pelo governo italiano na última sexta-feira — aguarda apenas trâmites burocráticos, como a publicação da decisão, prevista para esta segunda-feira. A PF (Polícia Federal) colocou a postos quatro agentes responsáveis por se deslocarem até Modena para capturar Pizzolato e trazê-lo de volta ao Brasil.

O retorno está previsto para quinta ou sexta-feira. A previsão é a de que o condenado viaje em um voo comercial com destino final em Brasília. Ao chegar, ele será levado direto para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde ficará numa cela isolada na chamada Ala dos Vulneráveis.

O tratado de extradição, que permitiu pela primeira vez a Itália autorizar que um nacional cumpra pena no Brasil, estipula prazo de 20 dias, mas o governo tem pressa para pôr fim ao processo jurídico que demorou um ano e três meses.

Longo processo

Pizzolato tentou se valer da dupla cidadania para conseguir ficar impune na Itália. Em setembro de 2013, às vésperas de o STF (Supremo Tribunal Federal) julgar os últimos recursos do mensalão, o ex-diretor fugiu de sua casa no Rio de Janeiro e viajou para a Argentina de carro. De Buenos Aires, viajou para a Espanha usando o passaporte do irmão, morto em 1978. Depois atravessou a fronteira e chegou a Maranello, em solo italiano. Foi preso após aparecer na lista de procurados da Interpol. A primeira decisão da Justiça, negou o pedido de extradição. O Brasil foi obrigado a apresentar garantias de que não haveria violação de direitos humanos contra o condenado nos presídios brasileiros.

Sentença

Pizzolato foi condenado por, segundo a denúncia, repassar R$ 73,8 milhões do fundo Visanet para a agência DNA propaganda, de Marcos Valério, sendo uma das fontes que abasteceram o esquema de distribuição de dinheiro para a compra de apoio de políticos no Congresso durante o governo Lula.

Ricardo Marques/Arquivo Metro e Divulgação/Arquivo Pessoal