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Foco 27/04/2015

Governo federal deve bancar parte de transplante para bebê em SP

O peso dele pode ser pouco, mas já é o suficiente para que ele passe por um transplante de intestino / Reprodução/Facebook

O peso dele pode ser pouco, mas já é o suficiente para que ele passe por um transplante de intestino | Reprodução/Facebook

A Justiça determinou que o governo federal custeie parte do transplante milionário que o bebê Davi Miguel, do interior de São Paulo, precisa fazer.

A União ainda pode recorrer, mas se aceitar a determinação, esta será a terceira conquista de crianças que precisam ser operadas no exterior. As duas primeiras foram da pequena Sofia e do menino Pedrinho.

A luta de Dinéia e Jesimar começou assim que o filho deles nasceu. Inicialmente, os médicos davam apenas quatro meses de vida para Davi Miguel. Hoje, o menino já está com 1 ano e 1 mês.

Pela idade, deveria pesar 10 ou 12 quilos, mas tem apenas sete. Isso porque a criança só se alimenta por sonda – o corpo do garoto não absorve nutrientes de comida, nem ao menos leite. O peso pode ser pouco, mas já é o suficiente para que ele passe por um transplante de intestino.

No Brasil não há equipes capacitadas para realizar o procedimento e a briga é para que ele seja operado nos Estados Unidos, pelo brasileiro Rodrigo Vianna, diretor do Instituto de Transplantes de Miami.

Pela decisão da Justiça, a família pagaria R$ 1,5 milhão, que conseguiu em uma campanha desde agosto do ano passado, e a União o restante.

A determinação, entretanto, diz que o governo federal pode escolher o local de operação.

Ao todo, as despesas podem chegar a 6 milhões de reais.

A advogada da família, Angélica Martori, explica que o custo elevado se deve ao pré e pós-operatório, além da estadia da criança e dos pais. Ao todo, a estimativa é de que eles passem dois anos no exterior.

Ainda que o governo aceite que o transplante seja feito em Miami, não é possível determinar daqui a quanto tempo a cirurgia poderá ocorrer.

Isso porque, chegando lá, o menino teria que entrar em uma fila – assim como outros casos semelhantes de bebês brasileiros.

Para a menina Sofia, a espera demorou 10 meses. Pedrinho teve mais sorte e aguardou quatro meses.

A BandNews FM está em contato com o Ministério da Saúde para saber se já há uma decisão em relação ao caso.