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Foco 27/04/2015

Caixa reduz de 80% para 50% limite de financiamento para imóveis usados

A Caixa Econômica Federal reduziu mais uma vez o limite máximo que poderá ser financiado na compra de um imóvel. Desta vez, a medida, que entra em vigor a partir da próxima segunda-feira (4), atinge os contratos novos no segmento de usados. Isso significa que o consumidor precisará desembolsar mais  na entrada para começar a financiar a casa própria.

A cota máxima que poderá ser financiada cairá de 80% para 50% nas operações do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), com recursos na poupança. O SFH engloba imóveis de até R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos demais Estados, o teto é de R$ 650 mil.

No SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), o percentual máximo será reduzido de 70% para 40%, pelo SAC (Sistema de Amortização Constante).

Em nota, a Caixa diz que o foco do banco este ano será o financiamento de imóveis novos, com destaque para a habitação popular, principalmente  operações do Minha Casa Minha Vida e empréstimos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Segundo a instituição financeira, as duas modalidades não tiveram nenhuma alteração.

Em 13 de abril, o banco já havia reduzido a cota de financiamento para os imóveis em geral, de 90% para 80%. Na ocasião, a Caixa também elevou, pela segunda vez neste ano, as taxas de juros do crédito imobiliário.

Poupança em queda

Com a redução do limite máximo do valor financiado, a Caixa tenta amenizar a escassez de recursos por conta da forte queda dos depósitos na poupança, principal fonte para o crédito imobiliário. Nos três primeiros meses do ano, as retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 23,2 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.

“Esse é um mal que irá atingir a todos os bancos, mas principalmente a Caixa, que é a que mais empresta. As formas de funding utilizadas necessitarão serem revistas”, afirma  a advogada Daniele Akamine, sócia-diretora da Akamines Negócios Imobiliários

Mas, na avaliação da especialista, por ora, a medida não deve afetar os demais bancos. Com a nova alteração, segundo a advogada, as instituições financeiras estarão em um patamar de igualdade competitiva com a Caixa e poderão ser uma opção para os compradores.

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