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Foco 27/04/2015

Brasileiro condenado por tráfico pode ser executado a partir de terça-feira

Rodriguo Gularte foi preso em 2004 | Reprodução

Rodriguo Gularte foi preso em 2004 | Reprodução

Condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia, Rodrigo Gularte, 42 anos, pode ser executado por fuzilamento a partir de terça-feira. Gularte foi preso em julho de 2004 ao tentar entrar com seis quilos de cocaína escondidos em uma prancha de surfe. No ano seguinte, teve a sentença anunciada pela Justiça daquele país.

Segundo o Itamaraty, Rodrigo recebeu na tarde de sábado uma notificação sobre o fuzilamento. Pelas leis indonésias, a confirmação oficial da execução ao prisioneiro tem de ser feita com ao menos 72 horas de antecedência. A autoridade brasileira afirmou que continua em negociação na tentativa de reverter a pena.

Além do brasileiro, outros oito estrangeiros presos por tráfico foram informados.

Ontem, o paranaense rejeitou fazer seus últimos três pedidos por não acreditar que a sentença será cumprida, segundo a BBC Brasil.

O advogado de Gularte, Ricky Gunawan, afirmou que o brasileiro está alternando momentos de lucidez e de delírios.  “Quando falamos da execução, ele disse que houve uma conferência internacional de procuradores no fim de semana em Jacarta, onde a pena de morte foi abolida e por isso ele não será executado.” Gularte tem esquizofrenia constatada por dois laudos.

“Tentamos saber seu último desejo e ele começou a rir, fazendo referência aos três desejos de Aladim”, disse Gunawan à BBC.

O advogado afirmou que entrará ainda hoje com um novo recurso sob o argumento que, com base nas leis da Indonésia, pessoas com doenças mentais não podem ser responsabilizadas pelos crimes cometidos.

No entanto, o governo indonésio já afirmou mais de uma vez  que não há nenhum obstáculo que impeça o fuzilamento. Caso a decisão seja aplicada, Rodrigo Gularte será o segundo brasileiro a ter uma sentença de pena de morte executada na Indonésia. O primeiro foi o carioca Marco Archer, de 53 anos, morto em janeiro, após ficar 11 anos preso, também por  tráfico de drogas.