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Foco 25/04/2015

Indonésia confirma que brasileiro será executado e comunica família

Angelita Muxfeldt, prima de Gularte, tenta negociar libertação do brasileiro | Ulet Ifansasti/Getty Images

Angelita Muxfeldt, prima de Gularte, tenta negociar libertação do brasileiro | Ulet Ifansasti/Getty Images

O governo da Indonésia informou, neste sábado, a família do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte – condenado à morte no país por tráfico de drogas – de que ele será executado, de acordo com informações da BandNews. A data da execução não foi anunciada.

Também neste sábado, dois australianos e uma filipina condenados à morte por tráfico de drogas foram notificados de que serão executados, sem o estabelecimento de um prazo, informaram meios de comunicação e um advogado.

Os condenados são os australianos Myuran Sukumaran e Andrew Chan e a filipina Mary Jane Veloso, que formam parte de um grupo de nove estrangeiros condenados à morte que foram transferidos a uma prisão de segurança máxima onde as condenações são cumpridas.

Não houve um pronunciamento oficial sobre a situação dos outros estrangeiros condenados, entre eles o brasileiro Rodrigo Gularte. “Vamos receber uma ordem de execução, mas isso não significa que ela vá ser executada em breve”, disse à rádio filipina DZMM a advogada de Veloso, Edre Olalia, a partir de Jacarta. “A data não foi especificada, isso não quer dizer que vai ser executada logo”, ressaltou.

Neste sábado, diplomatas e familiares dos estrangeiros condenados se dirigiram à ilha de Nusakambagnan, conhecida como a “Alcatraz da Indonésia”.

Os representantes consulares foram convocados pelas autoridades indonésias a se reunir com as autoridades locais e com os condenados à morte. O presidente indonésio, Joko Widodo, negou o pedido de clemência dos estrangeiros condenados.

O convite das autoridades indonésias aos representantes consulares para visitar os réus em Nusakambangan não é uma obrigação legal, mas um gesto de cortesia diplomática. A lei indonésia só obriga a anunciar a execução aos condenados 72 horas antes.

O porta-voz da promotoria de Jacarta, Tony Spontana, disse à imprensa que a notificação “será entregue hoje”. “Mas isso não quer dizer que a execução seja em três dias. Pode ser em mais de três dias”, afirmou.