logo
Foco
Foco 24/04/2015

Petrobras prioriza redução do nível de endividamento

Cidade de Ilhabela no pré-sal da Bacia de Santos | Agência Petrobras

Cidade de Ilhabela no pré-sal da Bacia de Santos | Agência Petrobras

A redução do endividamento da Petrobras será prioridade no novo plano de investimento da empresa, que deve ser divulgado nos próximos 30 dias. O alto grau de alavancagem foi um dos temas mais criticados por analistas após a divulgação do balanço de 2014, na quarta-feira.

“A diminuição da alavancagem é uma prioridade. Já o programa de desinvestimento é conduzido de forma confidencial. Mas essa será uma premissa importante para desalavancar a empresa”, disse ontem o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, em teleconferência para comentar os resultados de 2014.

A Petrobras encerrou dezembro com endividamento bruto de R$ 351 bilhões, alta de 31% sobre o fim de 2013. A relação entre dívida líquida e Ebitda, um indicador de alavancagem da companhia, subiu para 4,77 vezes, ante 3,52 vezes um ano antes.

Segundo o Itaú BBA, presumindo preços de diesel e gasolina estáveis até o encerramento de 2016 e um dólar a R$ 3,4, a alavancagem da Petrobras pode atingir 6,1 vezes até o fim do próximo ano.

A Petrobras divulgou na quarta-feira um prejuízo de R$ 21,6 bilhões no ano passado, contabilizando perdas de R$ 6,2 bilhões por corrupção e redução de mais de R$ 44 bilhões no valor de seus ativos. Este é o primeiro prejuízo da Petrobras desde 1991.

A perda da petroleira é a maior entre as empresas de capital aberto brasileiras desde 1986, início da base de dados da consultoria Economatica. A petroleira OGX teve o segundo pior resultado da história com o balanço de 2013.

A Petrobras vai reduzir seus investimentos anuais de forma gradativa até 2016. A previsão é investir US$ 29 bilhões neste ano e US$ 25 bilhões em 2016, enquanto o investimento em 2014 somou US$ 35 bilhões.

Venda de ativos do pré-sal

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, disse que a empresa não descarta também a venda de participação em projetos de exploração do pré-sal. “Estamos olhando com atenção para desinvestimentos, não importa se no pré-sal ou no pós-sal, se pudermos compartilhar riscos.”