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Brasil 24/04/2015

Governo italiano autoriza a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil

Pizzolato foi condenado há 12 anos e 7 meses de prisão no mensalão | Caio Guatelli/Folhapress

Pizzolato foi condenado há 12 anos e 7 meses de prisão no mensalão | Caio Guatelli/Folhapress

O governo italiano autorizou, nesta sexta-feira (24), a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil. A partir desta sexta, a Justiça brasileira tem 15 dias para ir buscar ex-diretor do Banco do Brasil e levá-lo à Penitenciária de Papuda, em Brasília.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, pelo processo do mensalão. Ele está preso na Itália.

Justiça da Itália

O ex-diretor se entregou à Justiça da Itália no dia 12 de fevereiro de 2015, após a Corte de Cassação de Roma decidir extraditá-lo.

Condenado a mais de 12 anos de prisão no processo do mensalão, ele fugiu do Brasil antes de ter o cumprimento da pena decretado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

No fim de 2014, a Corte de Bolonha chegou a negar a extradição de Pizzolato, que tem dupla cidadania, por entender que os presídios brasileiros não tinham condições de recebê-lo.

Relembre o caso

Com risco de ser preso, Henrique Pizzolato deixou o Rio de Janeiro, onde morava, e fez uma viagem de 20 horas em dois carros, percorrendo 1,3 mil quilômetro: primeiro até a fronteira com o Paraguai e depois para Buenos Aires. Era 7 de setembro de 2013 e o STF julgava os últimos recursos dos réus do mensalão.

Na capital argentina, Pizzolato embarcou para Barcelona, na Espanha, usando o passaporte do irmão, Celso, que morreu em 1978 vítima de acidente de carro. Depois ele atravessou a fronteira, se instalando em Maranello, na Itália.

Em novembro de 2013, o mandado de prisão foi expedido, mas Pizzolato já estava em terras italianas. Comprovada a fuga, foi feito um alerta à Interpol. Ele foi localizado em fevereiro do ano passado e ficou preso em Modena por 8 meses.