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Foco 24/04/2015

Caminhoneiros paralisam a rodovia Fernão Dias em São Paulo

Assim como em outros Estados, caminhoneiros interditaram a rodovia Fernão Dias, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (24).

Um grupo ateou fogo em pneus e interrompeu totalmente o tráfego na via no sentido capital por volta das 15h, causando um congestionamento de alguns quilômetros.

O helicóptero Águia 14 e viaturas da PM foram encaminhadas ao local, assim como homens do Corpo de Bombeiros. Por volta das 17h, o protesto foi encerrado de forma pacífica e o tráfego foi liberado.

Os caminhoneiros pedem um valor mínimo para o frete de mercadorias.

Caminhoneiros estão parados em 19 pontos de dez rodovias federais

Aumentou, na tarde desta sexta-feira , o número de manifestações de caminhoneiros que cobram do governo federal a fixação de um valor mínimo para o frete, de acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgado após as 18h. O relatório informa que existem 19 pontos de interdição em dez rodovias federais de cinco estados. Pela manhã, eram dez pontos de manifestação em quatro unidades da federação.

As manifestações ocorrem em Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Goiás. No Ceará, os caminhoneiros bloqueiam totalmente o quilômetro 213 da rodovia BR-116, nas proximidades da cidade de Tabuleiro do Norte. As demais interdições são parciais.

Em Mato Grosso são oito interdições em diferentes pontos de duas rodovias, as BRs 163 e 364, nas proximidades dos municípios de Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Diamantino, Nova Mutum, Sorriso, Guaratã do Norte e Alto Garças.

No Rio Grande do Sul ocorrem bloqueios nas BRs 472, 285, 392, 468, 158 e 101 em locais próximos aos municípios de Santa Rosa, Ijuí, São Sepé, Palmeira das Missões, Panambi e Três Cachoeiras. Em Goiás, o protesto é na cidade de Jataí, na BR-364. Também há manifestações nas cidades paranaenses de Capanema, Guaraniaçu e Pérola do Oeste, em trechos das BRs 163 e 277.

Líderes dos motoristas reuniram-se na quarta-feira (22) com representantes do governo e empresários para reivindicar a aprovação de uma tabela de frete mínimo para o transporte de mercadorias. Os caminhoneiros alegaram que a medida traria mais proteção à categoria em casos de oscilação do mercado. A proposta não foi aceita pelo governo.

Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, um valor mínimo para o transportes de cargas é inconstitucional. Para tentar solucionar o impasse, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta sexta (24), no Diário Oficial da União, uma resolução instituindo o procedimento para elaboração de uma tabela que servirá como referência para os custos de fretes.