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Brasil 23/04/2015

Ministro do Supremo nega liberdade ao ex-deputado Pedro Corrêa

O magistrado deferiu 21 pedidos para investigar autoridades com suspeita de envolvimento em desvios na Petrobras | Carlos Humberto/SCO/ STF

Zavascki decidiu manter a prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro, mas pediu informações adicionais sobre o motivo da nova ordem de prisão | Carlos Humberto/SCO/ STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, negou liminar de liberdade a favor do ex-deputado federal do PP, Pedro Corrêa, acusado de participar do esquema de corrupção na Petrobras.

Zavascki, o relator da Operação Lava Jato no STF, decidiu manter a prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro, mas pediu informações adicionais sobre o motivo da nova ordem de prisão.

Condenado no processo do mensalão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, Corrêa cumpre pena de sete anos e dois meses desde 2013. Ele estava em regime semiaberto em Pernambuco, mas foi transferido para Curitiba, no Paraná, por ordem do juiz da Lava Jato.

Justiça manda soltar cunhada de Vaccari

A Justiça Federal no Paraná determinou nesta quinta-feira a soltura da cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Marice Corrêa de Lima, presa na 12ª fase da Operação Lava Jato.

Marice deve deixar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba ainda nesta quinta-feira.

Em depoimento prestado à Polícia Federal no último sábado, durante cerca de duas horas, a cunhada do petista negou ter recebido propina de Alberto Youssef. Em delação premiada, o doleiro teria dito que ela foi pessoalmente a seu escritório buscar R$ 400 mil.

Marice, aliás, chegou a ser considerada foragida pela Polícia Federal. Procurada durante quatro dias após ter o mandato de prisão expedido pela Justiça, a cunhada de Vaccari se entregou na última sexta-feira (17).

Vaccari também deve ser ouvido em breve pela polícia. Ele está preso há uma semana na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

O ex-tesoureiro do PT é réu em uma ação criminal, acusado de corrupção, lavagem dinheiro e formação de quadrilha. Vaccari teria recebido recursos desviados da Petrobras para alimentar o caixa do Partido dos Trabalhadores. O acusado diz que só recebeu doações legais de campanha.

Após o pedido de prisão, Vaccari pediu afastamento do partido.