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Foco 22/04/2015

União Europeia vai definir medidas após mortes de imigrantes em naufrágios

Imigrantes aguardam sob tenda após desembarque na Itália | C. De Luca/reuters

Imigrantes aguardam sob tenda após desembarque na Itália | C. De Luca/reuters

Pressionados a agir para acabar com as mortes de imigrantes no mar Mediterrâneo, líderes da União Europeia (UE) vão definir em uma reunião de emergência nesta quinta-feira na Bélgica o reforço nas operações de busca e resgate e na luta contra os traficantes de pessoas.

A revolta pública decorrente da morte de até 850 imigrantes no domingo passado, quando o barco em que viajavam afundou na rota da Líbia para a Europa, levou governos da UE a reverterem a decisão do ano passado de diminuir as operações de salvamento no Mediterrâneo.

Agora, os dirigentes reunidos em Bruxelas devem concordar em reforçar as operações, provavelmente dobrando o financiamento e os equipamentos disponíveis para duas missões de patrulha de fronteira da UE, disse à “Reuters” um diplomata de alto escalão do bloco.

A área de atuação também será ampliada, o que significa que embarcações da UE estarão mais bem posicionadas para avistar e resgatar barcos em perigo na costa do norte da África.

A União Europeia vem lutando há anos para forjar uma estratégia conjunta eficaz para lidar com os imigrantes que fogem das guerras e do caos na África e no Oriente Médio, apesar das tragédias marítimas frequentes.

“Os chefes de Estado da UE carregam nos ombros a responsabilidade pela credibilidade dos direitos humanos na região e precisam agir com firmeza para salvar vidas”, afirmou a chefe do escritório da Anistia Internacional em Bruxelas, Iverna McGowan.

Uma das propostas que a Comissão Europeia irá encaminhar prevê uma missão militar e civil para localizar, capturar e destruir os barcos dos aliciadores.

Segundo o secretário-geral da Organização Marítima Internacional da ONU, Koji Sekimizu, o número de imigrantes pelo Mediterrâneo pode chegar este ano a 500 mil.