logo
Foco
Foco 22/04/2015

Presidente da Pavilhão Nove presta depoimento sobre chacina

Phillip Gomes Lima (à esq.) e associados prestam depoimento no DHPP | Sigmapress/Folhapress

Phillip Gomes Lima (à esq.) e associados prestam depoimento no DHPP | Sigmapress/Folhapress

Phillip Gomes Lima, o presidente da torcida organizada do Corinthians, Pavilhão Nove, e mais três pessoas prestaram depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil em São Paulo nesta quarta-feira (22).

Eles foram ouvidos sobre a chacina que matou oito na noite de sábado (18) na sede da torcida, na capital paulista. Com base no que foi apurado até agora, a polícia sabe que três homens chegaram armados, mandaram oito torcedores se ajoelhar e abriram fogo contra eles. Cinco pessoas sobreviveram ao ataque.

A principal hipótese investigada pelo DHPP é a de que a execução esteja relacionada ao tráfico, como disputa por pontos de venda ou dívidas de drogas. Investigações apontam que alguns dos mortos comandavam pontos de venda de entorpecentes na zona oeste.

Phillip e os três rapazes, que não falaram com a imprensa, foram ouvidos por mais de uma hora no DHPP. Os policiais trabalham na elaboração dos retratos falados dos três criminosos armados que entraram na sede da torcida organizada.

Das pessoas que conseguiram escapar dos assassinos, duas já foram ouvidas. Outras três ainda não foram identificadas. Um dos sobreviventes foi poupado pelos criminosos para que ele contasse tudo o que aconteceu.

Imagens de câmeras de segurança de um posto de combustível que fica ao lado da sede da organizada ajudaram a identificar os sobreviventes.

Policiais ainda querem ouvir parentes e amigos para traçar o perfil das vítimas do crime.

Segundo investigações, dos oito mortos, apenas Fabio Domingos, ex-presidente da torcida, era o alvo dos criminosos. Ele foi um dos corintianos presos em Oruro, na Bolívia, em 2013, por estar entre os 12 suspeitos de disparar um sinalizador que atingiu e matou o adolescente boliviano Kevin Espada.

Ordem de execução pode ter sido dada por facção criminosa

A Polícia Civil acredita que a ordem para executar os oito torcedores tenha partido de uma facção criminosa que atua também dentro de presídios paulistas.

Dois suspeitos da execução foram identificados.

Com base no que as testemunhas relataram, a polícia descarta que a motivação tenha sido uma rixa entre torcidas.

Integrantes da torcida Pavilhão Nove acreditam que o crime pode ter sido cometido por policiais. Essa hipótese também estaria sendo investigada.