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Brasil 21/04/2015

Protestos e vaias marcam Medalha da Inconfidência em Minas

Trabalhadores da educação protestam | Moisés Silva/O Tempo/Folhapress

Trabalhadores da educação protestam | Moisés Silva/O Tempo/Folhapress

A entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto (MG) nesta terça-feira foi marcada por protestos contra o governador Fernando Pimentel (PT).

Logo que o governador surgiu, às 10h, manifestantes do sindicato dos trabalhadores em educação trajando preto começaram a vaiar e a gritar “traidor”, referindo-se à promessa de campanha ainda não concretizada de pagamento do piso nacional de R$ 1.917,00.

O Grande Colar foi entregue ao presidente do STF, o ministro Ricardo Lewandowski.  Enquanto o ministro fazia seu discurso, vaias e barulho de panelas podiam ser ouvidos.

O dirigente do MST  (Movimento Sem Terra) João Pedro Stédile também foi homenageado pelo governo de Minas Gerais e recebeu a Grande Medalha, a segunda honraria em ordem de importância. Sua comenda também foi alvo de protestos.

Em Belo Horizonte,  também houve protestos contra as homenagens ao líder do MST e ao ministro Lewandowski.

Editorial

O governador mineiro, o petista Fernando Pimentel – que, há 4 meses no poder, já estava devendo alguma ação de governo, resolveu nos brindar com uma decisão que – reconheçamos – chamou a atenção. Por incrível e absurdo que pareça, colocou entre os agraciados da tradicional medalha da Inconfidência ninguém menos do que o organizador e promotor das invasões de terras e depredações de laboratórios no país. O que quer dizer o governador mineiro com esta atitude? Que Minas aguarda ansiosa novas invasões, novas depredações e novas afrontas à lei? É de se perguntar o que o chefe de polícia de Minas acha desse incentivo oficial ao crime em seu Estado. No Dia de Tiradentes, nasce um novo episódio da história mineira: o banditismo apoiado pelo governador. Esta é a opinião do Grupo Bandeirantes de Comunicação.