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Foco 21/04/2015

Polícia acredita que só uma das vítimas era alvo de chacina em São Paulo

A polícia informou que a vítima Fábio Neves Domingos, de 34 anos, era um dos alvos dos assassinos da chacina na sede da torcida organizada do Corinthians Pavilhão 9, no último sábado, na zona oeste de São Paulo. Ele seria dono de um ponto de drogas da região.

Fábio foi um dos 12 corintianos presos em Oruro, na Bolívia, após a morte do menino Kevin Spada, em 2013. O torcedor foi atingido por um sinalizador atirado da parte da torcida do Corinthians no estádio. Na ocasião, o time paulista enfrentou o San José, pela Copa Libertadores.

Segundo a polícia, dois suspeitos da chacina já foram identificados, mas eles ainda não foram presos. O DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa), que investiga o caso, disse que já estava sendo feita uma investigação sobre tráfico de droga na quadra da organizada. As imagens das câmeras de segurança e os depoimentos de testemunhas ajudaram a chegar aos suspeitos.

A principal hipótese para as mortes é o tráfico de drogas. Uma disputa por ponto de venda de narcóticos teria motivado os assassinatos.

Uma testemunha da chacina contou em entrevista ao Brasil Urgente, da Band, que os assassinos disseram ser policiais durante o crime. O homem, que trabalha como faxineiro no local, e não teve o nome divulgado, é o único sobrevivente que sem tem notícia. Ele afirma ter sido enrolado em uma faixa até que os bandidos terminassem as execuções.

Vídeo mostra correria após chacina; assista

Passagem pela polícia

Mydras Schmidt Rizzo, de 38 anos, cantor e compositor da escola de samba Pérola Negra, Ricardo Júnior Leonel do Prado, de 34 anos e André Luiz Santos de Oliveira, de 29 anos, são os outros três com passagens pela polícia.

Marco Antônio Corassa Júnior e Matheus Fonseca de Oliveira, os dois com 19 anos, Jhonatan Fernando Garzillo Massa e Jonathan Rodrigues do Nascimento, ambos com 21 anos, também foram mortos.

“Alemães”

A testemunha descreveu características físicas dos suspeitos. Segundo ele, dois assassinos tinham cerca de 1,60m de altura e cabelos lisos e bem claros. “Eram dois alemães”, afirma.

Segundo o faxineiro, os assassinos fugiram pela avenida dos Remédios. Ele próprio deixou o local correndo. “Vi meus colegas todos mortos”, diz a testemunha, que afirma conhecer todas as oito vítimas.

Torcedores já começaram a prestar homenagens na internet