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Foco 19/04/2015

União Europeia faz reunião de emergência após naufrágio no Mediterrâneo

Sobrevivente do naufrágio é resgatado | Guglielmo Mangiapane/Reuters

Sobrevivente do naufrágio é resgatado | Guglielmo Mangiapane/Reuters

A União Europeia (UE) vai promover uma reunião de urgência com os ministros do Interior e dos Negócios Estrangeiros por causa do naufrágio da embarcação que transportava 700 imigrantes no Mediterrâneo.

Os imigrantes estão desaparecidos no mar, depois de o barco em que viajavam com destino à Itália ter naufragado a 60 milhas da costa da Líbia.

O presidente francês François Hollande, que tinha sugerido a realização de uma reunião de emergência dos países da União Europeia, afirmou que o naufrágio pode ser uma das “maiores catástrofes” dos últimos anos no Mediterrâneo, caso seja confirmado o número de vítimas.

O chefe de Estado francês disse ainda que a Europa deve agir diante do aumento da “situação dramática” em relação à imigração que se verifica desde o início do ano.

Depois de ter mantido contato com o primeiro-ministro italiano, o presidente francês disse à estação de televisão Canal+ que é necessário reforçar o número de navios de salvamento e de meios aéreos no Mediterrâneo.

Para Hollande, são necessárias medidas de combate às redes de tráfico de imigração irregular, organizações que comparou a terroristas.

“Os traficantes que metem as pessoas nos barcos são traficantes. São terroristas porque sabem perfeitamente que essas embarcações não têm condições e podem naufragar, pondo centenas de pessoas em perigo”, disse o presidente.

Papa pede medidas urgentes para evitar tragédias no Mediterrâneo

O papa Francisco voltou a pedir à comunidade internacional que atue de forma decisiva e com rapidez para evitar tragédias como a que ocorreu neste domingo, em que 700 imigrantes desapareceram depois de um naufrágio no Mediterrâneo.

“Apelo à comunidade internacional para que atue com decisão e rapidez, com o objetivo de evitar que esse tipo de tragédia volte a ocorrer”, disse o papa.

“São homens e mulheres como nós, irmãos que procuram uma vida melhor. Têm fome, são perseguidos, estão feridos, são explorados e são vítimas de guerras que buscam uma vida melhor, a felicidade”, acrescentou.