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Foco 17/04/2015

Professores estaduais de São Paulo decidem permanecer em greve

Em greve desde o dia 13 de março, os professores reivindicam aumento salarial de 75,33% | Cris Faga / Fox Press Photo/Folhapress

Em greve desde o dia 13 de março, os professores reivindicam aumento salarial de 75,33% | Cris Faga / Fox Press Photo/Folhapress

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (17) pela continuidade da paralisação, após mais uma assembleia realizada à tarde, no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Em greve desde o dia 13 de março, os professores reivindicam aumento salarial de 75,33%.

Além da manutenção da greve, eles aprovaram uma nova assembleia para a próxima sexta-feira (24), às 14h, no Masp. Um dia antes, os professores devem se reunir com representantes do governo paulista na sede da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República.

Na assembleia desta sexta-feira, os professores carregavam várias faixas e um caixão, onde escreveram a mensagem “Aqui jaz a educação”. Durante o protesto, o governador Geraldo Alckmin foi vaiado.

Em um momento de tensão, os professores estranharam a presença de uma tropa especial da Polícia Militar, normalmente chamada para atuar em manifestações e, temendo confronto, pediram a retirada dos soldados.

Segundo o comandante da operação, capitão Diogo Rafael de Souza, a tropa é da Companhia de Ações Especiais da Polícia. “É uma tropa de efetivo de apoio, e nada tem a ver com a tropa de choque. Não temos intenção de confronto ou confusão”, afirmou o capitão.

Segundo a professora aposentada Maria Sufaneide Rodrigues, integrante da diretoria da Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a presença da tropa surpreendeu os professores, que não pretendem entrar em confronto ou provocar confusão. “Em outras manifestações, não havia esse aparato. É claro que eles são da tropa de choque. Por mais que o comandante tenha explicado, entendemos que eles são da tropa de choque”, disse ela.

“Professor não veio para ter confronto com policial. Professor veio reivindicar salário e necessidades para sala de aula”, reforçou Maria Sufaneide, lembrando que as demais assembleias ocorreram de forma pacífica.

Até o momento, a Polícia Militar estimou em cerca de 3 mil os presentes à assembleia. Para a Apeoesp, são 60 mil participantes. Os professores seguem em caminhada até a sede da Secretaria Estadual da Educação. O caminho escolhido é pela Avenida 23 de Maio.

Na quarta-feira (15), eles ocuparam a sede da Assembleia Legislativa, após audiência pública sobre a greve. Os professores dormiram no Plenário Juscelino Kubitschek, onde permaneceram até a noite de ontem (16).

Segundo o sindicato da categoria, o objetivo da ocupação da sede do Legislativo foi pressionar o governo estadual pela abertura de negociação. Na próxima quarta-feira (22), às 16h, os professores participam de mais uma audiência pública na Assembleia Legislativa.