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Brasil 16/04/2015

Cunhada de Vaccari já é considerada foragida da Justiça

| Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress

Vaccari foi preso na manhã desta quarta-feira | Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress

A PF (Polícia Federal) já considera Maurice Correa de Lima, cunhada do tesoureiro do PT João Vaccari Neto, foragida da Justiça. Na manhã desta quinta-feira, completou 24 horas que o mandado de prisão temporária foi emitido contra ela durante 12ª fase da Operação Lava Jato. Maurice é suspeita de participar das operações irregulares envolvendo Vaccari.

Nesta quinta-feira, o mandado de prisão contra ela foi divulgado nacionalmente e Maurice poderá ser presa onde quer que seja localizada.

Na última quarta-feira, a PF chegou a negar que ela teria fugido para o exterior e a expectativa é que a mulher se apresentasse em breve.

Em entrevista à Rádio BandNews FM, o delegado da Polícia Federal e um dos responsáveis pela investigação, Igor de Paula, afirma que a esposa e a filha do tesoureiro também foram citadas em movimentações financeiras da família.

Os negócios têm características de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Entenda o caso

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso na manhã da última quarta-feira, enquanto saía de casa para caminhar. A prisão faz parte de uma nova fase da Operação Lava Jato, que cumpriu um mandado de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva (Vaccari Neto), um mandado de prisão temporária (Maurice Correa de Lima, cunhada de Vaccari Neto) e um mandado de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento (Giselda Rose de Lima, mulher de Vaccari Neto).

Vaccari responde a processo relacionado à Lava Jato sob acusação de receber doações para o PT oriundas de propinas pagas por empreiteiras para a obtenção de contratos com a Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal, o tesoureiro do PT tinha conhecimento da origem ilícita das doações. Vaccari e o partido negam as acusações.

Ex-deputados presos na Lava Jato prestam depoimento nesta quinta-feira

Os três ex-deputados federais André Vargas, Luiz Argôlo (SDD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE), presos durante 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira (10), começam a prestar depoimento nesta quinta-feira.

Esta fase da operação, batizada de “A Origem”, cumpriu 32 mandados judiciais e prendeu sete pessoas.

Segundo investigações da PF, existiam indícios de irregularidades em contratos publicitário da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde. Para a polícia, esse caso não tem, a princípio,  ligação com o esquema de pagamento de propina descoberto na Petrobras. Porém, todos os suspeitos têm ligação com o doleiro Alberto Youssef, apontado como o líder do esquema de corrupção na estatal.

Na terça-feira (14), a Justiça Federal determinou que três dos sete presos fossem soltos. Os suspeitos foram detidos em regime temporário e tiveram o prazo vencido.