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Foco 16/04/2015

Comerciantes de São Paulo não acham novas sacolas plásticas

Nas sacolas verdes, apenas materiais recicláveis podem ser descartados | Código19/Folhapress

Nas sacolas verdes, apenas materiais recicláveis podem ser descartados | Código19/Folhapress

Menos de 15 dias depois de se tornarem obrigatórias, as novas sacolas plásticas já sumiram. Estabelecimentos de médio pequeno porte afirmam que não conseguem comprar o produto.

O Metro World News contatou nove fabricantes de sacolas plásticas. Dentre elas, apenas duas produzem o novo modelo: a Extrusa-Pack Indústria e Comércio de Embalagens e a Valbags.

As outras empresas afirmam que ainda não há matéria-prima suficiente disponível para atender os comércios. O pouco que é disponibilizado fica limitado para as fabricantes de grande porte.

A Extrusa-Pack afirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo”  que a procura é de 30 milhões de sacolas, enquanto a produção chega a apenas 10 milhões. A demanda  pela sacola verde aumentou 20% depois da lei, segundo a companhia.

De acordo com a Valbags, o prazo de entrega pode chegar a 40 dias.

A Apas (Associação Paulista de Supermercados) afirmou ontem que vai manter sua posição favorável à cobrança das novas sacolinhas. A entidade se reúne nesta quinta-feira com a diretora-executiva do Procon, Ivete Maria Ribeiro. De acordo com o Procon, a cobrança é abusiva e deve ser suspensa.

Comerciantes também se queixam do preço das embalagens ecológicas. Antes, a unidade custava R$ 0,04. Agora, pago R$ 0,09. “É mais que o dobro. No meu caso, a diferença chega a R$ 10 mil”, afirma Lúcio Sereno, dono de um mercado na Cidade São Francisco, zona oeste.