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Foco 16/04/2015

Caixa Econômica Federal volta a elevar juro do financiamento imobiliário

Além da taxa de juros, outra mudança significativa é a redução da cota máxima de financiamento, de 90% para 80% do valor do imóvel | Shana Reis/ GERJ

Além da taxa de juros, outra mudança significativa é a redução da cota máxima de financiamento, de 90% para 80% do valor do imóvel | Shana Reis/ GERJ

A Caixa Econômica Federal voltou a elevar os juros de financiamentos imobiliários no âmbito do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), feitos com recursos da poupança. Esse é o segundo reajuste promovido pelo banco estatal neste ano, o primeiro ocorreu em janeiro.

Desta vez, os juros subiram de 9,15% para 9,45% ao ano para quem não tem conta na Caixa. Com a alta, nesse caso, o total do financiamento de um imóvel no valor de R$ 500 mil no período de 30 anos fica R$ 46.544,40 mais caro, segundo simulação feita pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças).

Para quem já tem relacionamento com o banco (quem é correntista, por exemplo), os juros subiram de 9% ao ano para 9,30% ao ano. Segundo o banco, as taxas valem para operações contratadas desde segunda-feira (13).

Outra alteração foi o percentual máximo financiado, que caiu de 90% para 80% do valor do imóvel.

O SFH rege a maioria dos financiamentos imobiliários do país e é voltado para imóveis com valor de avaliação até R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal. Para demais Estados, limite é de R$ 650 mil.

Os juros e as condições para financiamentos com recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) não sofreram alteração, diz a Caixa.

Em nota, a instituição disse que “mesmo com este ajuste, continuará oferecendo as melhores taxas do mercado”. Segundo Caixa, a nova elevação reflete a alta da taxa básica de juros, a Selic, que está hoje em 12,75% ao ano.

“Esse movimento deverá ser seguido pelos demais bancos, já que a Selic vem apresentando elevação, frente a um ambiente de maior inflação”, afirma o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

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