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Foco 15/04/2015

Governo admite estourar a meta de inflação e PIB baixo

Levy lembrou que a arrecadação federal em fevereiro foi muito baixa | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na terça, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tinha informado que as projeções da equipe econômica haviam incorporado as estimativas do mercado financeiro | Marcelo Camargo/Agência Brasil

A equipe econômica admitiu oficialmente pela primeira vez o estouro da meta de inflação, que deve fechar o ano em 8,2%. Além disto, assim como várias instituições financeiras e organismos internacionais, o governo revisou para baixo a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2015. Segundo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso, a previsão é de contração de 0,9% da atividade econômica neste ano.

Segundo o Ministério da Fazenda, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará 2015 em 8,2%, acima do teto da meta, de 6,5%. Para 2016, a equipe econômica projeta IPCA de 5,6%. A última edição do Boletim Focus prevê inflação de 8,13% neste ano e de 5,6% em 2016.

Embora os números sejam divulgados pelo Ministério do Planejamento, as estimativas são de autoria da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Para 2016, a proposta da LDO prevê crescimento do PIB de 1,3%.

Na terça (14), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tinha informado que as projeções da equipe econômica haviam incorporado as estimativas do mercado financeiro. Os números estão próximos às previsões das instituições financeiras. Segundo a última edição do Boletim Focus, pesquisa semanal com economistas de mercado divulgada pelo Banco Central, as instituições estimam retração de 1,01% do PIB em 2015 e crescimento de 1% em 2016.

Em relação ao superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública), o projeto da LDO manteve as previsões de esforço fiscal de 1,2% do PIB em 2015 e de 2% em 2016. No próximo ano, o superávit somará R$ 126,73 bilhões, dos quais R$ 104,55 bilhões correspondem à União e R$ 22,18 bilhões aos estados e municípios.