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Foco 15/04/2015

Conheça seis pegadinhas no trânsito em São Paulo

Um passeio pelas ruas de São Paulo pode levar o motorista a cometer infrações de trânsito mesmo sem perceber, devido a mudanças em regras, placas apagadas ou sinalizações confusas.

A convite do Metro World News, o professor de arquitetura e urbanismo da Unicid, Rodrigo Assumpção, 37 anos, coletou algumas dessas “pegadinhas” e as avaliou para a reportagem.

A primeira “cilada” fica na saída da avenida 23 de Maio para o viaduto Pedroso. Ali, com a faixa de ônibus, o motorista tem poucos metros para conseguir o acesso à direita pela linha pontilhada regulamentar. Se errar a entrada e for tentar voltar à pista dos carros, é quase que imediatamente multado, pois o radar está logo depois da saída.

“Não há tempo para ele sair da faixa de ônibus caso erre a entrada”, pondera o professor da Unicid.

Da 23 de Maio, o motorista que vai para a radial Leste à noite tem que ficar atento: se na primeira via a faixa de ônibus vai até as 22h, na segunda ela termina às 23h. E só alguns minutos depois que ele chega à radial é que a primeira placa indicando o horário da faixa na avenida aparece.

Na rua dos Trilhos, na Mooca, zona leste, o motorista pode se confundir sobre qual velocidade deve trafegar. Ela começa com limite de 50 km/h sinalizado por duas placas, passa para 40 km/h logo após a rua Taquari, é reduzida para 30 km/h perto de uma escola uma quadra depois e, no quarteirão seguinte, placas sucessivas de 40 km/h e 50 km/h na mesma calçada aumentam a  confusão.

No caminho para a marginal Tietê,  várias placas apagadas na avenida Salim Farah Maluf –algumas sem nenhuma indicação sobre a regra a que se referem, avaliou o professor da Unicid.

Um dos pontos mais controversos é o acesso à ponte das Bandeiras. Antes, havia uma cancela que era fechada nos horários em que a entrada era proibida. Agora, há uma placa no acesso e um radar para flagrar quem entrar ali no horário proibido.

O especialista em transportes Sérgio Ejzenberg, 57 anos, critica a mudança na sinalização. “A prática que estava absorvida pelos motoristas”, diz.  “Se o motorista vê a cancela aberta, acha que pode entrar. Se consegue ver a placa e for evitar a multa, pode provocar um acidente”, avalia.

Para terminar o “circuito”,  Assumpção mostrou o corredor de ônibus sinalizado na esquerda da avenida Rudge, sem placa, convivendo com uma faixa na direita, com placa. “O motorista fica em dúvida se as duas faixas estão ativas ou não”, avaliou.

CET vai trocar placas e melhorar sinalização

A CET afirma que afirma as placas apagadas da Salim Farah Maluf serão trocadas. Em relação à avenida Rudge, a companhia informa que a via ainda está em obras. Por isso, ainda não teve sua sinalização concluída.

No caso da avenida 23 de Maio,  a companhia diz que o trecho tracejado na faixa de ônibus é padronizado “pela classificação de cada via, permitindo entrar e sair da faixa à direita em segurança”.

Sobre a faixa de ônibus da radial, a CET respondeu    que o  horário leva em consideração as características de tráfego e as necessidades de cada local.  A rua dos Trilhos, diz o órgão, tem redução gradativa de velocidade  nas proximidades de áreas escolares, por segurança. Em relação à entrada da ponte das Bandeiras, a CET alega que há sinalizações de advertência antes do acesso, tanto pela pista local como pela pista central.

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