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Foco 14/04/2015

Reintegração de posse em prédio de Eike no Rio tem tumulto e incêndio

| Marcos Vidal/Futura Press

| Marcos Vidal/Futura Press

O Edifício Hilton Santos, no Flamengo, na Zona Sul do Rio, foi desocupado nesta terça-feira (14), por volta das 10h. Houve tumulto e confusão entre policiais e moradores de rua durante a reintegração de posse.

Um incêndio atingiu a construção no início da manhã. O fogo começou logo depois que as primeiras pessoas saíram do prédio, após um acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social.

Bombeiros e policiais entraram no prédio para combater as chamas. No meio da confusão, houve confronto entre os ocupantes do edifício, que jogaram copos e pedras nos policiais. A Polícia Militar (PM) respondeu aos ataques com spray de pimenta. Algumas pessoas foram detidas.

O prédio invadido por moradores de rua na zona sul é alugado pelo ex-bilionário Eike Batista.  A construção estava fechada e foi ocupada há dez dias.

No início da madrugada, também houve tensão entre os policiais e ocupantes do edifício Hilton Santos.

Durante a reintegração, as famílias exibiram cartazes em que pediam moradia e criticaram a corrupção e as Olimpíadas. A empresa EBX tem um projeto de construir um hotel no local.

Mulher deu à luz antes de prédio ser desocupado

Um vídeo mostra uma mulher deixando o banheiro da construção logo após dar a luz, na madrugada desta terça-feira. O bebê, que nasceu prematuro, com seis meses de gestação, aparece enrolado em um pano nas mãos de um policial. Fernanda Aldeir da Siva Pessoa, de 33 anos foi levada para uma unidade de pronto-atendimento em Botafogo, zona sul da cidade.

PM é levado à delegacia por usar spray de pimenta em reintegração de posse

Um policial militar foi levado à 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo) para prestar esclarecimentos por ter atirado spray de pimenta no rosto de um homem com uma criança de colo, que também foi atingida, durante a reintegração de posse do Edifício Hilton Santos, na zona sul do Rio. O homem, que é pai da criança, também foi para a delegacia prestar queixa, acompanhado por um advogado da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

spray foi lançado quando havia policiais e sem teto no portão do prédio. O policial que usou o artefato foi repreendido por seu superior.