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Brasil 14/04/2015

Ministério da Saúde e Caixa Econômica vão apurar denúncias da Lava Jato

Erton Medeiros entregou à polícia comprovantes do pagamento de R$ 8,8 milhões de propina, diz defesa do réu | Marcelo Camargo/ABr

Caixa e Ministério da Saúde vão apurar denúncias | Marcelo Camargo/ABr

Depois de a Caixa Econômica Federal anunciar que vai apurar as denúncias contra o banco surgidas na 11ª fase da Operação Lava Jato, o Ministério da Saúde publicou na segunda-feira no Diário Oficial da União que também abriu uma comissão interna para examinar as suspeitas.

Contratos com ambos os órgãos teriam beneficiado o ex-deputado André Vargas (sem partido-PR), um dos três ex-parlamentares presos na última sexta pela PF (Polícia Federal).

Sobre a Caixa, a investigação aponta que a agência de publicidade Borghi Lowe, que atendia o banco, depositava dinheiro em empresas controladas por Vargas. O pagamento foi feito por  empresas subcontratadas. Ontem a Caixa anunciou ter suspendido os pagamentos de serviços prestados pela IT7 e pela Borghi Lowe.

Vargas teria recebido R$ 2,4 milhões em espécie de Alberto Youssef. O pagamento foi anotado em duas notas frias que a contadora do doleiro emitiu para a IT7 Sistemas, de Leon Vargas (irmão do ex-deputado, também preso). A mesma IT7 recebeu, só em 2013, R$ 50 milhões da Caixa.

André Vargas também teria atuado no Ministério da Saúde: de acordo com a Justiça, ele mediou um contrato entre o Ministério e a empresa Labogen, que Youssef usava para enviar dinheiro ilegal para fora do Brasil.

Os outros dois ex-deputados, Luiz Argôlo (SDD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE), são investigados no âmbito da corrupção na Petrobras.