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Brasil 14/04/2015

Irmão de André Vargas e mais dois investigados são soltos

Andre Vargas foi preso em condomínio de luxo no Paraná | Divulgação/PF

Andre Vargas foi preso em condomínio de luxo no Paraná na última sexta-feira (10) | Divulgação/PF

A Justiça manteve preso nesta terça-feira o publicitário Ricardo Hoffmann, suspeito de desviar recursos da Caixa e do Ministério da Saúde para empresas do ex-deputado André Vargas.

Outros três investigados na 11ª fase da Lava Jato foram soltos nesta terça: Leon Vargas, irmão do ex-deputado, Élia da Hora, secretária do ex-deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), e Ivan Vernon, assessor do terceiro ex-parlamentar preso, Pedro Corrêa (PP-PE).

Hoffmann é diretor da Borghi Lowe, que administra contas de publicidade de várias empresas públicas. A agência é suspeita de fazer pagamentos ilegais na conta de empresas que seriam controladas por Leon Vargas, irmão do ex-deputado.

Entre os detidos estão os ex-deputados André Vargas, expulso do PT, e Luiz Argôlo, afastado do partido Solidariedade.

Pedro Corrêa, do PP, estava detido em Pernambuco e, após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), será transferido para a capital paranaense.

Foi comprovado um pagamento de R$ 3,7 milhões que a Borghi Lowe fez, por meio de empresas subcontratadas pela agência, para a Limiar, mas as empresas confirmaram à PF que a Limiar nunca prestou serviços por esses pagamentos.

No depoimento à PF, o publicitário disse que a LSI e a Limiar passaram a receber recursos da Borgi Lowe com a contrapartida de angariar clientes para a agência no Paraná. O MPF classificou essa justificativa como “fantasiosa”, já que nenhum cliente foi obtido.

Leon Vargas ficou em silêncio em seu depoimento. No despacho que autorizou a soltura, o juiz Sérgio Moro entendeu que a manutenção da prisão não era necessária.

Os outros dois liberados, Élia da Hora e Ivan Vernon, seriam ligados ao esquema da Petrobras com o PP.