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Foco 14/04/2015

Relatório do FMI prevê queda de 1% do PIB do Brasil em 2015; inflação chegará a 7,8%

O relatório “Perspectiva Econômica Global”  do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgado nesta terça-feira, projetou a queda de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano, na maior revisão da projeção para um país entre as principais economias do mundo, ao mesmo tempo em que elevou com força a perspectiva para a inflação para bem acima da meta do governo.

O FMI também reduziu a perspectiva do PIB para 2016, em 0,5 ponto percentual, para um crescimento de 1,0%.

“A confiança do setor privado tem permanecido teimosamente fraca, mesmo depois de a incerteza relacionada às eleições ter se dissipado, refletindo o risco de racionamento de eletricidade e água no curto prazo, desafios de competitividade ainda sem solução e os efeitos da investigação da Petrobras”, destacou o FMI em nota.

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O FMI também piorou com força sua visão para a alta dos preços ao consumidor em 2015, projetando a inflação em 7,8%, contra 5,9% no relatório anterior, bem acima do teto da meta do governo – de 4,5% pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Para 2016 a estimativa do organismo é de inflação de 5,9%.

Os novos números foram divulgados após a economia brasileira ter conseguido em 2014 o crescimento mínimo de 0,1%, registrando o pior desempenho para os investimento em 15 anos.

O FMI destaca que as autoridades brasileiras renovaram o compromisso para controlar o déficit fiscal e reduzir a inflação e que isso vai ajudar a restaurar a confiança na estrutura de política macroeconômica do Brasil. Mas alerta que isso “vai conter ainda mais a demanda de curto prazo”.

As projeções do organismo internacional estão em linha com as de economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central – eles veem contração do PIB de 1,01% em 2015 e expansão de 1,0% em 2016.

O FMI deixou inalteradas as projeções para as economias emergentes e em desenvolvimento, estimando expansão de 4,3% em 2015 e de 4,7% em 2016.

O Brasil, entretanto, está muito atrás de seus companheiros de Brics Índia e China, países para os quais o FMI prevê expansão de 7,5% e 6,8% respectivamente este ano.

O FMI passou a ver uma taxa de desemprego de 5,9% este ano, contra 6,1% antes, e de 6,3% em 2016.

O FMI projetou ainda que o déficit em conta corrente do Brasil ficará em 3,7% do PIB neste ano, contra 3,6% estimados anteriormente, e em 3,4% em 2016.