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Foco 13/04/2015

Vai pegar dinheiro emprestado? Muita calma nessa hora

Em tempo de incertezas econômicas e instabilidade no mercado de trabalho, como o atual, um problema indesejado pode rondar parte da população brasileira: a falta de dinheiro.

Quando o orçamento começa a ficar mais apertado, logo vem à cabeça a possibilidade de recorrer a recursos extras, como utilizar o crédito rotativo do cartão de crédito, entrar no cheque especial e fazer empréstimos pessoais. Mas é preciso cuidado, pois as taxas de juros estão em alta e podem fazer a dívida até triplicar em apenas um ano.

De acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), os juros cobrados do consumidor em linhas de crédito em março de 2015 foram os maiores em três anos.

A taxa média no mês de março foi de 6,71% ao mês (118% ao ano). Ainda segundo a Anefac, a taxa média mensal do cheque especial, em março, foi de 9,64% ao mês (201,74% ao ano).

Já a cobrada no crédito rotativo dos cartões de crédito ficou estável em 12,02% mensais (290,43% anuais). No empréstimo pessoal em financeiras, algumas linhas no mercado chegaram a custar em março 7,52% mensais (138,71% anuais). Nos bancos, ficou um pouco mais barato: 3,94% ao mês (59% ao ano).

“Por mais que sempre procuremos planejar a nossa vida financeira, todos  podemos passar, eventualmente, por algum imprevisto”, diz o diretor de Marketing e Relacionamento da Sorocred, Wilson Justo.

“É um gasto inesperado devido a alguma enfermidade, um corte de pessoal no trabalho, despesas extras dentro de casa, entre outros. Mas, às vezes, o que poderia ser uma grande e valiosa ajuda pode se tornar um pesadelo para quem não souber usar essas linhas de crédito de maneira consciente”, afirma Justo.

Para que a solução de um problema não se transforme em outro, especialistas dizem que é preciso ter calma e critério para não contratar o primeiro empréstimo disponível que surgir pela frente.

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