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Foco 13/04/2015

Grupo de sem-teto promove série de ocupações em São Paulo

Ao todo, segundo os invasores, 16 edificações foram ocupadas | Nivaldo Lima/Futura Press

Ao todo, segundo os invasores, 16 edificações foram ocupadas | Nivaldo Lima/Futura Press

Integrantes de um movimento de sem-teto promoveram uma série de invasões durante a madrugada desta segunda-feira, em São Paulo. As ocupações atingiram prédios públicos e privados em todas as regiões da cidade e foram organizadas pela FLM (Frente de Luta por Moradias).

Ao todo, segundo os invasores, 16 edificações foram ocupadas, mas a Polícia Militar, até o fim desta madrugada, havia confirmado apenas 11 endereços.

Segundo a lista divulgada pela FLM, na zona sul, foram ocupados um imóvel do INSS, na Avenida Senador Teotônio Vilela, números 786 e 802, na Cidade Dutra, e outro, particular, na Avenida Barro Branco, 770, na Vila do Encontro, região do Jabaquara.

Já na zona leste, o alvo foi o prédio do antigo Shopping Leste, localizado na Avenida Esperantina, com Rua Cláudio Ptolomeu, na Cidade A.E. Carvalho, que, segundo os invasores, está abandonado há cerca de 11 anos.

Na zona norte, foram invadidos imóveis na Rua Raimundo da Cunha Matos, 332, no Morro Grande, região da Vila Brasilândia; Rua Santa Rosa de Goias, 61, na Vila Nova Cachoeirinha, e Rua Padre Leão Peruche, 466, na Vila Mazzei, região do Tucuruvi.

A maior parte dos imóveis que, segundo o movimento, não cumprem a chamada função social, fica na região central da capital paulista, nos bairros da Liberdade, Sé, Consolação e Brás.

As edificações estão localizadas nas Ruas Conselheiro Furtado, José Bonifácio, Visconde de Parnaíba, Augusta, Conselheiro Crispiniano, XV de Novembro, Xavier de Toledo, 7 de Abril, e da Consolação.

Houve confusão entre os invasores e a PM na ocupação de um prédio localizado na Rua Augusta, 1029, antiga sede da empresa Intermédica.

Procurada, a Polícia Militar confirma apenas 11 das 16 invasões anunciadas pelo movimento, que não informou a quantidade de pessoas envolvidas nas ações.

Os invasores afirmam que não têm condições de pagar aluguel e exigem do governo municipal a desapropriação dos locais invadidos. Segundo eles, são prédios abandonados que deveriam se transformar em moradias para os chamados sem-teto.