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Brasil 11/04/2015

Presos na nova fase da Lava Jato passam por exame de corpo de delito

O ex-deputado André Vargas (sem partido) chegando à sede da Polícia Federal, em Curitiba, nessa sexta-feira, dia 10 de abril | Albari Rosa/Folhapress

O ex-deputado André Vargas (sem partido) chegando à sede da Polícia Federal, em Curitiba, nessa sexta-feira, dia 10 de abril | Albari Rosa/Folhapress

Seis dos sete presos na 11ª fase da Operação Lava Jato passaram neste sábado, dia 11, por exame de corpo de delito em Curitiba, no Paraná, e já voltaram para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal.

Entre os detidos estão os ex-deputados André Vargas, expulso do PT, e Luiz Argôlo, afastado do partido Solidariedade.

Pedro Corrêa, do PP, estava detido em Pernambuco e, após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), será transferido para a capital paranaense.

Durante a prisão de Vargas, a PF usou um carro que pertenceu ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. O veículo – uma Range Rover Evoque blindada avaliada em mais de R$ 200 mil – foi comprada pelo doleiro Alberto Youssef, mas registrada no nome de Costa. O veículo foi destinado ao uso da PF após ser apreendido no ano passado.

Operação em seis Estados

A 11ª fase da operação, batizada de Origem, é realizada em seis Estados (Bahia, Paraná, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo) e no Distrito Federal.

Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão, nove de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento) e 16 de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, também foi decretado o sequestro de um imóvel de alto padrão na cidade de Londrina, que seria de propriedade do ex-petista André Vargas.

A atual fase da Lava Jato tem como bases a investigação feita em diversos inquéritos policiais e a baixa de procedimentos que tramitavam no STF (Supremo Tribunal Federal).

A apuração é atribuída a três grupos de ex-agentes políticos, que abrangem os crimes de organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.

Ainda de acordo a com a PF, a investigação abrange, além de fatos ocorridos no âmbito da Petrobras, desvios de recursos em outros órgãos públicos federais.