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Brasil 11/04/2015

PF usou carro de ex-diretor da Petrobras para prender André Vargas

Andre Vargas foi preso em condomínio de luxo no Paraná | Divulgação/PF

Range Rover pertenceu a Paulo Roberto Costa | Divulgação/PF

A Polícia Federal usou um carro que pertenceu ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para cumprir o mandado de prisão do ex-deputado federal do PT André Vargas nessa sexta-feira, dia 10, em Londrina, no Paraná. O veículo – uma Range Rover Evoque blindada avaliada em mais de R$ 200 mil – foi comprada pelo doleiro Alberto Youssef, mas registrada no nome de Costa.

Apreendido em março do ano passado, o carro foi destinado para uso da PF pela Justiça.

Além de Vargas, também foram detidos o ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA); o ex-presidente do PP Pedro Corrêa, que já havia sido condenado no processo do mensalão; Ivan Mernon da Silva Torres, que, segundo a polícia, atuava como laranja de Pedro Corrêa; Élia Santos da Hora, secretária de Luiz Argôlo; e Ricardo Hoffmann, diretor de uma agência de publicidade.

As prisões fazem parte da 11ª fase da Operação Lava Jato – “A Origem”, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.

Operação em seis Estados

A 11ª fase da operação, batizada de Origem, é realizada em seis Estados (Bahia, Paraná, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo) e no Distrito Federal.

Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão, nove de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento) e 16 de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, também foi decretado o sequestro de um imóvel de alto padrão na cidade de Londrina, que seria de propriedade do ex-petista André Vargas.

A atual fase da Lava Jato tem como bases a investigação feita em diversos inquéritos policiais e a baixa de procedimentos que tramitavam no STF (Supremo Tribunal Federal).

A apuração é atribuída a três grupos de ex-agentes políticos, que abrangem os crimes de organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.

Ainda de acordo a com a PF, a investigação abrange, além de fatos ocorridos no âmbito da Petrobras, desvios de recursos em outros órgãos públicos federais.