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Brasil 10/04/2015

Paulo Roberto Costa muda delação e diz que não houve superfaturamento

Ex-diretor cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro | Uéslei Marcelino/Reuters

Ex-diretor da Petrobras garante que a propina paga a políticos era retirada da margem de lucro das empreiteiras | Uéslei Marcelino/Reuters

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa alterou o conteúdo da sua delação premiada e agora diz que não houve superfaturamento em obras investigadas pela operação Lava Jato.

Anteriormente, ele afirmava que as empresas apresentavam um sobrepreço de 3%, em média, para que o excedente fosse repassado aos políticos. Agora, Costa garante que a propina paga a políticos era retirada da margem de lucro das empreiteiras.

A mudança na foi apresentada à Justiça nesta quinta-feira (9), em petição – a primeira versão da delação havia sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2014.

A nova versão está alinhada com a tese das empresas, que afirmam que a Petrobras não teve que pagar a mais pelas obras. As empreiteiras sustentam que foram achacadas.