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Brasil 09/04/2015

Vaccari volta a dizer que doações ao PT são legais

Vaccari durante depoimento na CPI | Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Vaccari durante depoimento na CPI | Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A inusitada presença de cinco ratos soltos no plenário transformou em tumulto o início do depoimento do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, à CPI da Petrobras na Câmara. Protegido por um habeas corpus que o desobrigava a falar a verdade, Vaccari insistiu em afirmar ser mentirosas as acusações feitas por investigados da Lava Jato.

“As declarações nos termos que estão na delação premiada, no que se refere a minha pessoa, não são verdadeiras”, repetiu inúmeras vezes durante as 7 horas e meia de depoimento, quando confrontado com depoimentos do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e do doleiro Alberto Youssef. Vaccari afirmou ter mantido contato com a maioria dos investigados, mas explicou que desde que assumiu o cargo em 2010, conversa com empresários e empreiteiros em busca de doações, mas que nenhuma seria ilegal. “As contribuições feitas ao PT são contribuições regulares, registradas e foram prestadas contas ao TSE”, garantiu.

Contatos mais próximos

Depois de negar conhecer Youssef, o tesoureiro admitiu que foi convidado e aceitou ir ao escritório do doleiro. “Fui ao escritório, fui até o andar dele, ele não estava e eu fui embora”, relatou.

Vaccari afirmou ter amizade com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. “É um relacionamento amistoso e social. Uma pessoa com quem eu gosto de conversar, discutir política, assuntos diversos”, afirmou negando ter discutido alguma vez a distribuição de propina.

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O petista também explicou o porque do apelido “Moch”, usado por Youssef e o ex-diretor Paulo Roberto Costa para se referir a ele. “É porque eu uso mochila”, disse.

No fim do depoimento, Vaccari desabafou. “Eu poderia ficar calado. Eu vim aqui e respondi a todas as perguntas. Disse só a verdade”, afirmou.

“Continuaremos firmes e fortes no intuito de aprofundar as investigações para encontrar os verdadeiros ratos que desviaram recursos da Petrobras”, afirmou o presidente da CPI, deputado Hugo Mota (PMDB-PB).

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